Poder Judiciário e outros poderes

Sob o título “É Assusete”, o jornalista Felipe Patury publica na revista “Época” a nota abaixo. A informação é reveladora sobre os critérios e práticas, criticados pela própria magistratura e pela torcida do Flamengo, para a escolha de membros dos tribunais superiores.

O PMDB foi comunicado que a vaga aberta no Superior Tribunal de Justiça (STJ) será preenchida por Assusete Magalhães, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região. Ela tem o apoio do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A decisão remonta a janeiro. Não foi anunciada para não melindrar o presidente do STJ, Ari Pargendler, que apoia Suzana Camargo, do TRF da 3a Região. Consultado, o Planalto diz que a decisão não foi tomada.

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7 comentários feito no blog

  1. Delfino Rosa comentou em 19/02/12 at 18:54 Responder

    Há sempre essa tendência de clamar pela alteração do modo de escolha dos Ministros dos Tribunais Superiores. Confesso que também fico na dúvida se o método atual é correto ou, pelo menos, justo. No entanto, lembro-me que quem está “escolhendo” é um representante do povo, aprovado por outros tantos representantes. Infelizmente, a depuração do Judiciário demorará e dependerá de uma depuração da sociedade brasileira. Lembremo-nos sempre que os podres poderes são três Executivo, Legislativo e Judiciário. Todos e não apenas o Judiciário.

    • jose afonso comentou em 20/02/12 at 11:53 Responder

      Perfeito…

      • jose afonso comentou em 20/02/12 at 12:12 Responder

        Mas tem que começar de algum lugar, e o melhor lugar para começar, pois o caminho mais rápido e fácil, é no principal poder de qualquer Estado Democrático de Direito, o Judiciário. Não tenho a menor sombra de dúvidas que há muitos, dentre os seus Doutos Membros, preparados e motivados para esta tarefa de transformação. Acredito que lhes faltam apenas a oportunidade, oportunidade que fatalmente virá através do amadurecimento do desejo inconteste da sociedade por dias melhores e mais justos.

  2. Marco Aurélio Leite da Silva comentou em 18/02/12 at 16:46 Responder

    Para melhorar aspectos como esse a componente política da composição das Cortes superiores, máxime o STF, deveria ser modificada… Não deveria haver INDICAÇÕES. A escolha por todo um plenário seria, no mínimo, mais difícil de atender interesses “sazonais”…

  3. jose afonso comentou em 18/02/12 at 11:13 Responder

    Link 1: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u432693.shtml

    “De Sanctis disse que a desembargadora Suzana Camargo, do TRF (Tribunal Regional Federal) de São Paulo, lhe relatou em conversa telefônica que Mendes havia ficado irritado com a sua decisão.

    “Ela [desembargadora] tomou conhecimento por parte do ministro da prisão. O ministro estava, segundo a versão dela, realmente irado. Tomou para o pessoal, o que não foi. Ela disse isso para mim’, afirmou o juiz.

    De Sanctis disse que, na conversa, a desembargadora se mostrou “perplexa” com a sua postura de decretar uma nova prisão de Dantas mesmo após a decisão do STF de libertá-lo pela primeira vez.”

    Link 2: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3736532-EI6578,00-Desafeta+de+De+Sanctis+se+declara+impedida.html

    “A declaração de impedimento da desembargadora Suzana Camargo no julgamento de De Sanctis também pode ser explicada por outro ingrediente. O juiz federal tem uma representação na corregedoria contra Suzana Camargo.

    O motivo? A conversa de Suzana Camargo com Gilmar Mendes sobre o suposto grampo”.

    Link 3: http://anajus.jusbrasil.com.br/noticias/2433058/sou-ari-pargendler-presidente-do-stj-voce-esta-demitido

    “Sou Ari Pargendler, presidente do STJ. Você está demitido.”

  4. clara leonor vaz guimaraes comentou em 18/02/12 at 10:47 Responder

    Fred eu lamento, mas em minha opinião, aqui reside o atraso no desenvolvimento e desempenho do Poder Judiciário. Dessa maneira a Instituição jamais será compatível Século XXI

    • Marcelo Fortes comentou em 18/02/12 at 20:43 Responder

      Realmente Clara, concordo com vc, essa Senhora Desembargadora, logo logo será considerada Ministra, jamais, vai punir os politicos que lá no STJ estão querendo colocá-la. Queria ver a AJUFE abrir a boca agora, e criticar veementemente essa maracutaia. Vamos AJUFE, Vamos AMB, representem contra essa situação esdruxula e imoral. Nós estamos esperando.

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