Papel da imprensa e trapaças do destino

Por Frederico Vasconcelos

Do jornalista Elio Gaspari, na coluna dominical nos jornais Folha e “O Globo”, em nota sob o título “Mestre Tourinho”:

O desembargador Tourinho Neto, membro do Conselho Nacional de Justiça, acha que os juízes estão sendo encurralados pela exibição da contabilidade de alguns tribunais: “O juiz desonesto deve ser punido, mas não é assim que a imprensa está fazendo. Precisamos de associações para lutarmos contra essa imprensa marrom”.

Numa trapaça do destino, na mesma sessão, por 12 a 2, o conselho aposentou compulsoriamente o desembargador Roberto Wider, do Tribunal de Justiça do Rio.

Em 2009, os repórteres Chico Otavio e Cassio Bruno informaram que o doutor facilitava a vida de amigos em nomeações para cartórios e litígios imobiliários. No ano seguinte, Tourinho Neto relatou o processo de Wider e defendeu sua absolvição. Sem imprensa e sem o CNJ, nada disso teria acontecido.