Frederico Vasconcelos

Interesse Público

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Repórter especial, trabalha na Folha desde 1985. No blog, reúne textos investigativos, aborda gastos públicos, política nacional e judiciário.

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MPE de Goiás esclarece Operação Monte Carlo

Por Frederico Vasconcelos

O Procurador-Geral de Justiça de Goiás, Benedito Torres Neto, concederá entrevista coletiva nesta quinta-feira (8/3), às 16h, para tratar da Operação Monte Carlo, que desbaratou quadrilha que explorava caça-níqueis no Estado e cobrava propinas de policiais.

A iniciativa foi tomada depois que o jornal “O Popular“, de Goiânia, divulgou a seguinte nota:

Silêncio no MP

Dez deputados da oposição assinaram requerimento que pede ao Ministério Público Estadual que se manifeste sobre a Operação Monte Carlo. Nenhum deputado governista endossou o pedido.

O atual Procurador-Geral é irmão do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que teve seu nome envolvido no noticiário por haver recebido presentes do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso na operação.

Segundo a assessoria de imprensa do MP, a entrevista foi convocada a título de contestar versões que estão sendo divulgadas no Estado e esclarecer a atuação do Ministério Público estadual nos fatos investigados.

A convocação anuncia que o Procurador-Geral e os demais integrantes da Administração Superior do MP vão tratar dos seguintes assuntos:

1) Informar como a instituição iniciou, em 2010, a investigação que gerou a chamada Operação Monte Carlo.

2) Como e por que o processo foi encaminhado pelo MP-GO para a Polícia Federal do Distrito Federal e depois para o Ministério Público Federal em Goiás, em 2011.

3) Qual a participação do MP-GO no processo daqui em diante.

No último dia 29/2, a Polícia Federal informou que, em conjunto com o Ministério Público Federal em Goiás e com apoio do Escritório de Inteligência da Receita Federal, deflagrou a operação para desarticular organização que explorava máquinas de caça-níqueis no Estado. Foram cumpridos 82 mandados judiciais, 35 mandados de prisão e 10 ordens de condução coercitiva nos cinco estados.

Segundo a investigação, iniciada há quinze meses, cabia a policiais civis e militares o fechamento de locais que não contassem com a autorização do chefe da quadrilha. Entre os servidores públicos envolvidos, constam também 2 policiais federais, 1 policial rodoviário federal e 1 servidor da Justiça Estadual goiana. Todos recebiam propina mensal ou semanal para trabalhar a prol da organização.

Na última terça-feira (6/3), em discurso no plenário do Senado, Demóstenes Torres tratou do assunto. Segundo “O Popular“, “apesar de não negar a proximidade com Carlinhos Cachoeira, Demóstenes Torres enfatizou que não tem qualquer envolvimento com jogos de azar e disse que sempre se posicionou contra a liberalização deles”.

Ainda segundo o mesmo jornal, o senador se dispôs a passar por qualquer investigação e garantiu que nada será encontrado contra ele.

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