Frederico Vasconcelos

Interesse Público

 -

Repórter especial, trabalha na Folha desde 1985. No blog, reúne textos investigativos, aborda gastos públicos, política nacional e judiciário.

PERFIL COMPLETO

Publicidade
Publicidade

TJ-SP investiga pagamentos a servidores

Por Frederico Vasconcelos

“Prática de furar a fila não se restringiu apenas a magistrados”, informa “O Globo”

O Tribunal de Justiça de São Paulo investiga se desembargadores autorizaram pagamentos privilegiados de verbas trabalhistas da corte a dezenas de assessores e servidores ligados a eles, revela Flávio Ferreira, na edição desta quarta-feira (8/3) da Folha.

Segundo o presidente do TJ-SP, Ivan Sartori, as apurações recaem principalmente sobre dois ex-presidentes e três ex-integrantes da Comissão de Orçamento do TJ.

Esses magistrados já são investigados no tribunal pelo suposto recebimento privilegiado de passivos trabalhistas que variaram entre R$ 400 mil e R$ 1,5 milhão no período de 2006 a 2010.

As apurações já apresentaram indícios de que desembargadores permitiram desembolsos entre R$ 100 mil e R$ 250 mil a seus subordinados, segundo Sartori.

A descoberta dos casos envolvendo assessores e servidores foi informada nesta quarta-feira (7/3) pelo presidente do TJ aos membros do Órgão Especial, colegiado da cúpula do tribunal paulista.

“A prática de furar a fila do Judiciário para receber pagamentos e benefícios não se restringiu apenas aos magistrados paulistas”, informa Tatiana Farah, em “O Globo“.

Segundo o presidente do Tribunal, foram identificados dezenas de pagamentos antecipados a servidores e assessores da casa, a maioria subordinada aos cinco desembargadores que receberam os maiores valores de pagamento (entre R$ 400 mil e R$ 1,5 milhão) quando ocupavam postos de comando no TJ, como a presidência e a Comissão de Orçamento e Finanças, informa o jornal carioca.

Segundo revela o repórter Fausto Macedo no jornal “O Estado de S. Paulo”, os dados sobre pagamentos antecipados a servidores constam de certidões e de relatório de 100 páginas nas mãos do presidente do TJ.

“Estou fazendo levantamento, são muitos, são dezenas, por enquanto, mas talvez venha a ser maior o número de funcionários de todas as carreiras”, disse Sartori. “Os valores são os mais variados, desde R$ 10 mil até R$ 240 mil. Ainda são indícios, tenho que verificar contabilmente. Os pagamentos são relativos a passivos trabalhistas, não houve lesão ao erário”, disse o presidente do TJ-SP.

Blogs da Folha

Categorias

Sites relacionados

Publicidade
Publicidade
Publicidade