Frederico Vasconcelos

Interesse Público

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Repórter especial, trabalha na Folha desde 1985. No blog, reúne textos investigativos, aborda gastos públicos, política nacional e judiciário.

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Ética e transparência, o melhor remédio

Por Frederico Vasconcelos

De Joaquim Falcão, professor da Fundação Getúlio Vargas e ex-membro do CNJ, em artigo sob o título “A ética dos médicos e dos magistrados”, no jornal “Correio Braziliense“, nesta quinta-feira (15/3):

Os laboratórios querem convencer os médicos de que seus medicamentos são cientificamente comprovados, curam e devem ser prescritos aos pacientes. Da mesma maneira, empresas e associações de classe, as mais diversas, querem convencer os magistrados de que suas ideias e teses são justas, devem ser adotadas em suas sentenças.

Um mecanismo utilizado por todos, laboratórios, empresas e associações, é a realização de seminários e congressos em hotéis de luxo, nos fins de semana, viagens nacionais e internacionais, brindes e presentes. Quais os limites que devem ser observados nesses casos?

(…)

No Judiciário, são congressos e seminários patrocinados por empresas e associações com causas a serem julgadas, nas quais magistrados levam toda a família, ultrapassando o caráter profissional e se transformando em fins de semana de lazer. Pode-se comprometer a necessária independência e imparcialidade do julgar.

Em ambos, temos justificada preocupação com a ética profissional. O Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) estão tentando estabelecer limites e padrões para essas ações. Para que a divulgação do remédio cientificamente comprovado ou dos interesses legalmente justos possam ser transparentes e considerados éticos.

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