Frederico Vasconcelos

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Repórter especial, trabalha na Folha desde 1985. No blog, reúne textos investigativos, aborda gastos públicos, política nacional e judiciário.

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Sartori não aceita o termo “investigação”

Por Frederico Vasconcelos

Para presidente do TJ-SP, há apenas inspeção do CNJ, uma “verificação de rotina”

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Ivan Sartori, afirma que a inspeção do Conselho Nacional de Justiça na Corte não pode ser chamada de “investigação”.

Reportagem de Flávio Ferreira, na edição da Folha desta quarta-feira (21/3), informa que, para Sartori, trata-se de uma apuração de rotina. Na véspera, o jornal revelou que a inspeção do CNJ feita no tribunal em dezembro tinha como foco 70 desembargadores, mas foi ampliada para os 354 integrantes da corte.

O presidente do TJ disse que o texto da Folha sobre a inspeção estava correto, mas que o uso do termo “investigar” na manchete do jornal provocou indignação nele e em outros desembargadores.

Segundo Sartori, o termo “investigação” tem que ser “riscado por enquanto”. “Você até pode usar esse termo nos casos das antecipações [suspeitas de pagamentos privilegiados] de cinco desembargadores, mas, em relação aos outros, o que existe é uma apuração […], uma verificação de rotina sobre exatidão de cálculo.”

Em reportagem no “O Estado de S. Paulo“, Fausto Macedo informa que, na avaliação de Sartori, o termo “investigação” implica suspeitas sobre ele e seus pares. “Investigar é indício, quer dizer que todos somos suspeitos? Vou ser investigado?”

“Não admito ser colocado como suspeito”, afirmou Sartori.

Sob o título “Retomadas as inspeções nos tribunais”, notícia divulgada nesta terça-feira (20/3) pelo CNJ informa que “as inspeções abrangem diversos tribunais, incluindo o de São Paulo, e fazem parte das atividades rotineiras da Corregedoria Nacional de Justiça”.

Ainda segundo a nota, “as inspeções nos tribunais são feitas por amostragem, inclusive porque a Corregedoria Nacional não dispõe de estrutura para investigar todos os magistrados”.

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