Frederico Vasconcelos

Interesse Público

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Repórter especial, trabalha na Folha desde 1985. No blog, reúne textos investigativos, aborda gastos públicos, política nacional e judiciário.

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Sem escarcéu, e às vezes sem processar

Por Frederico Vasconcelos

Ao “Conjur”, Peluso comenta atuação como corregedor e nega ser corporativista

Do ministro Cezar Peluso, em entrevista a Carlos Costa, do “Consultor Jurídico“, ao falar sobre o período em que foi auxiliar do então corregedor do TJ-SP, desembargador Humberto de Andrade Junqueira, que o encarregou de chefiar os procedimentos disciplinares contra juízes:

(…) Tudo o que era ação contra juízes passava pelas minhas mãos. Dois juízes condenados criminalmente cumpriram pena com base no trabalho que realizei. Fazia as investigações, tomava depoimentos, levava a equipe da corregedoria, dando continuidade ao processo. Houve um caso famoso em Itapecerica da Serra. Fizemos um processo abrangente. Foi um processo administrativo, os juízes foram afastados de todas as funções, a procuradoria denunciou e eles acabaram condenados pelo tribunal e cumpriram pena na prisão da Polícia Civil de São Paulo. E outros nove colocamos na rua, embora não cumprissem pena. Chamávamos os envolvidos e abríamos o jogo: “Temos tantas provas contra vocês e se não forem para a rua agora iremos abrir um processo”. Nunca fizemos escarcéu com esses casos. Não jogamos para a plateia ou para a mídia. Agora vêm me dizer que eu sou corporativista? Tenha a santa paciência! Isso é conversa fiada.

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