Frederico Vasconcelos

Interesse Público

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Repórter especial, trabalha na Folha desde 1985. No blog, reúne textos investigativos, aborda gastos públicos, política nacional e judiciário.

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Reflexões sobre a cassação de um ex-caçador

Por Frederico Vasconcelos

“Fui perseguido como um cão sarnento (…) Fui investigado como ninguém foi investigado no Brasil, dia e noite, e não apareceu nada, nada, nada, nada. (…) Fui chamado, pela imprensa, de bandido, pilantra, psicopata, braço político, desonesto, uma pessoa que tem dupla personalidade, que coloquei o meu mandato à disposição de uma quadrilha, que era um despachante de luxo.” (Demóstenes Torres, em “O Globo“)

“Demóstenes agora é passado. O que fica é a conclusão de que este foi um caso diferente. E que o Senado não teve um arroubo ético. Parlamentares mais enrolados que ele continuarão a se salvar.” (Alan Gripp, jornalista, na Folha)

A saída de Demóstenes, que nos dias de glória apontou o dedo para os coronéis José Sarney e Renan Calheiros e ontem pedia perdão aos que ‘levianamente’ atacou, deixa o Senado sem alguém para acusar colegas pegos com a boca na botija.” (Bernardo Mello Franco, jornalista, na Folha)

Foi difícil para todos nós, senadores, participar da sessão, mas tínhamos que cumprir com o nosso dever.” (José Sarney, PMDB-AP, em “O Estado de S. Paulo“)

É uma coisa constrangedora, abjeta, ter que julgar um companheiro. Não faz bem à alma.” (Renan Calheiros, PMDB-AL, no “Valor Econômico“)

Se Demóstenes Torres fosse do PMDB ou do PT, não haveria cassação. O fato mais invocado pelos senadores, como peso decisivo para cassá-lo, foi ter mentido ao Senado” (…) Muito mais acintosas e numerosas foram as mentiras de Renan Calheiros e suas vaquinhas milagrosas.” (Janio de Freitas, jornalista, na Folha)

Não se trata só de ter mentido e sim de ter atuado, ao lado, na defesa dos interesses de uma organização criminosa.” (Randolfe Rodrigues, do PSOL-AP, no “Correio Braziliense”)

Vejo que o trabalho foi reconhecido e que se fundamentou em provas contundentes. É uma página difícil para o Senado, mas é um momento de afirmação da democracia.” (Humberto Costa, PT-PE, no “Correio Braziliense“)

Eu cumpri o meu papel. Para mim, o processo terminou hoje. A decisão do Senado é soberana.” (Antonio Carlos de Almeida Castro, o “Kakay”, advogado de Demóstenes, em “O Estado de S. Paulo“).

“O Senado expurgou o tartufo Demóstenes Torres, paladino da moralidade e praticante da imoralidade. No entanto sobraram pelo menos outros 19 parlamentares, que, ao abrigo do voto secreto na Casa, optaram por sua absolvição.” (Hélio de Lima Carvalho, leitor, na Folha)

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