Frederico Vasconcelos

Interesse Público

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Repórter especial, trabalha na Folha desde 1985. No blog, reúne textos investigativos, aborda gastos públicos, política nacional e judiciário.

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Mensalão: palpites sobre presença de Toffoli

Por Frederico Vasconcelos

“Com apoio de Lula e aval de colegas do Supremo, Toffoli vai julgar mensalão”, é o título de reportagem de Vera Rosa, Felipe Recondo e Mariângela Gallucci, na edição desta terça-feira (31/7) do jornal “O Estado de S. Paulo“.

Segundo a reportagem, Toffoli se diz contrariado com as dúvidas lançadas sobre sua isenção – questionamentos são feitos desde que tomou posse no STF, em 2009. “Eu já estou participando desse processo. Não vou sair de jeito nenhum”, disse o ministro, segundo relato de um interlocutor.

O “Correio Braziliense” trata do mesmo assunto em reportagem, sob o título “O dilema de um juiz”, de autoria de Helena Mader, Denise Rothenburg, Diego Abreu e Josie Jeronimo:

Defensor do empresário Marcos Valério, Marcelo Leonardo diz acreditar que o ministro paulista estará em plenário julgando o mensalão. “O ministro Toffoli já julgou dois agravos regimentais no curso dessa ação. É uma indicação de que não há nenhum obstáculo”, afirmou o advogado de Valério.

(…)

Uma pessoa próxima ao ministro Toffoli revelou ao Correio que o ministro estudou outros casos polêmicos em que os magistrados não pediram afastamento. “Ele pegou casos que mostram como Maurício Corrêa se comportava em casos relacionados ao governo Itamar; processos do Celso de Mello com relação ao Saulo Ramos; ou do Ilmar Galvão no processo do Collor. São pessoas que não se julgaram impedidas de votar”, comentou a fonte.

Segundo reportagem na Folha, colegas do ministro dizem que ele tomou a decisão de participar do julgamento, apesar de alguns ministros mais próximos avaliarem que ele não deveria votar no caso.

Ontem, o advogado e ex-delegado de Polícia Civil Paulo Magalhães Araújo –presidente de uma ONG em Campo Grande (MS) entrou no STF com um pedido de suspeição de Toffoli no processo do mensalão.

“Nós aguardamos até o último momento a Procuradoria-Geral da República tomar uma posição para pedir a suspeição do ministro. Como não pediu, coube à sociedade civil”, disse o advogado ao jornal.

Ainda segundo o mesmo texto, a petição deverá ser rejeitada pelo STF -ou seja, ela não será nem sequer apreciada em seu mérito, pois Araújo não é parte do processo.

Segundo reportagem de Carolina Brígido, em “O Globo“, o ministro Ayres Britto entende que a decisão cabe ao ministro Toffoli:

“O ministro Toffoli, como qualquer ministro da casa, é um ministro experiente, tarimbado e que saberá avaliar, consultando os próprios botões, se participa ou não participa do julgamento. O ministro Toffoli, como qualquer ministro da casa, é suficientemente maduro, maior, capaz, vacinado, experimentado para decidir, diante de uma eventual alegação de suspeição, se participa ou não participa do julgamento”.

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