Frederico Vasconcelos

Interesse Público

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Repórter especial, trabalha na Folha desde 1985. No blog, reúne textos investigativos, aborda gastos públicos, política nacional e judiciário.

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Mensalão: sinais de cansaço e mau exemplo

Por Frederico Vasconcelos

Diante das fotos de ministros do Supremo Tribunal Federal cochilando durante a sustentação oral de defensores de réus do mensalão, um advogado escreveu para o Blog, perguntando o que aconteceria numa grande empresa se o patrão flagrasse empregados dormindo em pleno expediente, quando deveriam tratar do assunto mais importante do ano.

A propósito do tema, o jornal “O Globo” publicou nesta terça-feira:

No terceiro dia de julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), alguns ministros deram sinais de cansaço. Os ministros Joaquim Barbosa, relator do processo, Gilmar Mendes e Celso de Mello chegaram a fechar os olhos ao longo da sessão de ontem.

(…)

O cansaço dos ministros foi notado até mesmo pelo presidente do Supremo, Ayres Britto. No encerramento da sessão, depois de mais de cinco horas de discursos, Ayres Britto disse que iria sugerir o fim dos trabalhos para não prejudicar os advogados.

Diante dos atrasos no início das sessões do julgamento do mensalão, outro advogado escreveu para o Blog, perguntando o que aconteceria se o advogado que faria a primeira sustentação oral se atrasasse meia hora: “O mau exemplo para os demais tribunais e juízes não conta?”

A propósito do tema, o “Correio Braziliense” publica nesta quarta-feira a seguinte nota:

O ministro Marco Aurélio Mello, que reclama constantemente dos atrasos no início das sessões, culpa os colegas, que têm o hábito de receber advogados no Salão Branco. Pelo menos durante o mensalão, isso não tem ocorrido. Marco Aurélio compara o Salão Branco a uma “feira livre”.

 

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