Frederico Vasconcelos

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Repórter especial, trabalha na Folha desde 1985. No blog, reúne textos investigativos, aborda gastos públicos, política nacional e judiciário.

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Defesa de Jefferson atinge Lula e Gurgel

Por Frederico Vasconcelos

Para presidente do PTB, Luiz Francisco Barbosa revela a “mesma audácia” do cliente

A seguir, algumas avaliações sobre o desempenho do advogado Luiz Francisco Corrêa Barbosa, que defende o presidente do PTB, Roberto Jefferson, ao fazer a sustentação oral, no Supremo Tribunal Federal, nesta segunda-feira (13/8):

O colunista Marcelo Coelho comenta, na Folha, que, “finalmente, um advogado de defesa diz que o mensalão existiu”. Para o jornalista, “o advogado de Roberto Jefferson fez como o próprio presidente do PTB: defendeu-se atirando”.

Segundo Janio de Freitas, também na Folha, “o brilhante ex-juiz e advogado Luiz Francisco Corrêa Barbosa, defensor de Roberto Jefferson, lançou teses em todas as direções, inclusive na que declara a invalidade do processo do mensalão.

Ao afirmar que Lula “ordenou” o sistema do mensalão, porém, sua eloquência fértil e firme faltou com alguma sustentação factual, indispensável em acusação de tamanha gravidade”.

Para o colunista, “a defesa também atingiu o procurador-geral e acusador Roberto Gurgel. Neste caso, atingiu em cheio”.

O jornal “O Estado de S. Paulo” lembra que “a linha de defesa de Jefferson no julgamento do mensalão contradiz suas primeiras declarações sobre o escândalo. O ex-deputado costumava dizer que Lula era ‘inocente’”.

Segundo o “Correio Braziliense“, “Barbosa reafirmou que o mensalão existiu, acusou Lula de ordenar a trama de corrupção e, no fim, pediu a conversão do julgamento em diligência para que o ex-presidente seja incluído no processo. Ainda acusou Gurgel de não estar se dirigindo ao Supremo, mas ‘à galera'”.

Em análise no jornal “O Globo“, Diego Werneck Arguelhes, professor da FGV Direito Rio, afirma que “o avanço contra a pessoa de Gurgel sugere que Jefferson não está preocupado com o passado, mas, sim, com o presente. Lula em si não importa. Ele não pode mais ser réu, mas sua ausência está sendo transformada em argumento para minar a confiança dos ministros na acusação — e no acusador”.

A repórter Andréia Sadi, da Folha, que acompanhou o julgamento ao lado de Jefferson, relata que, ao final, o réu parecia satisfeito com a atuação de seu advogado: “É muito maluco, muito corajoso…”

“O advogado é do mesmo quilate do cliente. Tem a mesma audácia. Eu adorei”, disse Jefferson, segundo o repórter Cássio Bruno, de “O Globo“.

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