Frederico Vasconcelos

Interesse Público

 -

Repórter especial, trabalha na Folha desde 1985. No blog, reúne textos investigativos, aborda gastos públicos, política nacional e judiciário.

PERFIL COMPLETO

Publicidade
Publicidade

Mensalão: “Até a minha mequetrefe”

Por Frederico Vasconcelos

De Paulo Sérgio Abreu e Silva, defensor de Geiza Dias, ex-secretária da agência SMP&B, ao comentar o voto do ministro Joaquim Barbosa pela condenação do deputado João Cunha (PT-SP), em reportagem de Jailton de Carvalho e Evandro Éboli na edição de “O Globo” neste sábado (18/8) sobre a preocupação dos  advogados com o primeiro voto do relator da ação penal do mensalão:

“Todo mundo vai ser condenado [pelo relator]. Até a minha mequetrefe. Em relação ao relator, não tenho esperança alguma de absolvição. A hora que começar o voto do revisor [ministro Ricardo Lewandowski], pode ser que tenha uma modificação em alguns tipos de crime. E também com a manifestação do plenário”.

“Mequetrefe” foi a expressão usada pelo defensor para qualificar Geiza como uma funcionária menor, sem poder de decisão na agência de Marcos Valério, na tentativa de isentá-la da acusação de formação de quadrilha.

Sobre essa classificação, que teria deixado a cliente radiante, segundo o advogado, que inicialmente pensou em usar a expressão “baranga”, o colunista Ruy Castro comentou, no último dia 11/8, na Folha:

“Nelson Rodrigues diria que não se chama uma baranga de baranga, jamais. Nem sei se é o caso de Geiza. Mas, mequetrefe ou baranga, não faz diferença, desde que passe por sinônimo de inocente”.

Blogs da Folha

Categorias

Sites relacionados

Publicidade
Publicidade
Publicidade