Versões e palpites sobre escolha de Zavascki

Por Frederico Vasconcelos

De Joaquim Falcão, professor de direito da FGV Direito-Rio, na Folha, sobre a indicação do ministro Teori Albino Zavascki, do Superior Tribunal de Justiça, para ocupar a vaga decorrente da aposentadoria do ministro Cezar Peluso, no Supremo Tribunal Federal:

Não participou de governos nem como procurador ou advogado-geral da União. Não está vinculado a interesses comunitários, sindicais, corporativos ou empresarias. Não entende a magistratura como um exercício midiático.

De Rafael Mafei Rabelo Queiroz, professor de Direito da FGV, no jornal “O Estado de S. Paulo”:

A participação do novo ministro [no julgamento do mensalão] depende de sua sabatina pelo Senado, que pode acontecer rapidamente ou não. Mais ainda, depois de sabatinado, Zavascki só participa se tomar posse, solenidade cuja data é marcada pelo presidente do STF. Se Ayres Britto demorar-se nessa providência, a polêmica deixa de existir.

Da coluna “Painel”, na Folha:

A indicação de Teori Zavascki para o Supremo Tribunal Federal causou perplexidade em correntes do PT que tentavam emplacar candidatos à vaga. Ao antecipar a escolha e optar por mais um magistrado de carreira, Dilma Rousseff deu, no entender de petistas, outro sinal de que não agirá para ajudar os réus no processo. Nas sondagens a Zavascki, emissários do Planalto disseram que, apesar de o regimento interno permitir, não seria conveniente que ele votasse no caso.

De Felipe Recondo, em “O Estado de S. Paulo“:

Segundo integrantes do governo, Zavascki disse que não participará do julgamento do mensalão. Desde o início das sessões pelo STF, Dilma determinou a seus auxiliares que não atraíssem o julgamento para o Planalto. A indicação de Zavascki em sete dias evita que o processo do mensalão contamine a indicação.

De Luiza Damé, Fernanda Krakovics e Maria Lima, em “O Globo“:

A escolha surpreendeu pela rapidez e porque Zavascki não estava entre os mais cotados na bolsa de apostas. Zavascki, que fez carreira jurídica no Rio Grande do Sul, teve seu nome defendido em Brasília pelo governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, segundo declarou o próprio, ontem.

(…)

Ao indicar Zavascki, uma semana após a aposentadoria de Peluso, Dilma mudou de estratégia e antecipou a nomeação. O próprio ministro da Justiça dissera ao GLOBO que Dilma havia desautorizado conversas sobre a vaga no STF porque só escolheria o ministro após o julgamento do mensalão.

De Liliana M. Zavascki, advogada, filha do ministro indicado, em “O Globo“:

Meu pai não é muito chegado nessa estória de padrinhos, mas suspeitava de sua indicação. Esses dias, disse: “Pode ser que agora dê”. Quando a Dilma ligou, foi uma surpresa para todo mundo. Foi escolhido pelo perfil técnico e vai marcar na composição do Supremo por sua visão ampla da definição de princípios dentro do Direito. É bem firme e não se abala por pressão.