Frederico Vasconcelos

Interesse Público

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Repórter especial, trabalha na Folha desde 1985. No blog, reúne textos investigativos, aborda gastos públicos, política nacional e judiciário.

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Leituras sobre o novo embate no Supremo

Por Frederico Vasconcelos

A seguir, trechos do noticiário e de algumas análises sobre a troca de acusações entre os ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski, respectivamente, relator e revisor da ação penal do mensalão, durante a sessão de julgamento nesta quarta-feira (26/9):

O Globo: “O relator do mensalão, Joaquim Barbosa, e o revisor, Ricardo Lewandowski, tiveram ontem um novo e duro embate. Dessa vez, o estopim foi o voto do revisor absolvendo o ex-tesoureiro do PTB Emerson Palmieri. O relator ficou irritado e recomendou que o colega fizesse seu trabalho direito. Marco Aurélio Mello entrou na discussão para pedir ao relator que policiasse sua linguagem e parasse de ofender as pessoas. O presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, e o decano, Celso de Mello, também saíram em defesa do revisor. Na primeira parte da sessão, Lewandowski recomendou que Barbosa não saísse tanto do plenário para entender melhor seu voto. Barbosa insinuou que as falas do colega eram enfadonhas”.

Correio Braziliense: “As rusgas entre o relator do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, e o revisor do processo, Ricardo Lewandowski, já viraram rotina durante o julgamento do caso. Mas o intenso bate-boca protagonizado ontem pelos dois magistrados constrangeu os colegas da Corte, que tiveram que intervir para acabar com a discussão”.

Folha: “Na mais tensa sessão do julgamento do mensalão até agora, os ministros do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski, relator e revisor do caso, protagonizaram ontem embates com troca de acusações, críticas ao trabalho do outro e comentários irônicos sobre análise de provas”.

O Estado de S. Paulo: “As divergências entre o relator e o revisor do processo do mensalão descambaram ontem para troca de insinuações e bate-boca. Durante a sessão, o relator Joaquim Barbosa insinuou que o revisor Ricardo Lewandowski fez ‘vista grossa’ para algumas provas, pediu ao ministro que fosse transparente e passasse aos colegas no início da sessão a íntegra de seu voto”.

Valor Econômico: “Bastou o revisor do processo do mensalão, ministro Ricardo Lewandowski, pedir novas absolvições, ontem, para o relator, ministro Joaquim Barbosa, ficar indignado e o tom voltar a subir no Supremo Tribunal Federal (STF). Ambos protagonizaram várias discussões tensas na 28ª sessão e o julgamento ainda não chegou à metade”.

Marcelo Coelho, na Folha: “Depois de sessões meio modorrentas e repetitivas, voltaram, como coceiras de uma alergia crônica, as picuinhas de Joaquim Barbosa contra Ricardo Lewandowski. Havia motivos teóricos para a discordância entre relator e revisor do processo, já abordados bastante nos últimos dias. (…) Entre insinuações e transparências, o debate enveredava pelo desatino”.

Janio de Freitas, na Folha: “Vários dos próprios ministros do Supremo Tribunal Federal viram-se compelidos, ontem, a manifestar-se criticamente ao destempero e a certas intervenções ‘técnicas’ do ministro Joaquim Barbosa, revisor no processo dito do mensalão. O ministro Ricardo Lewandowski, revisor do relatório de Barbosa, cresceu no julgamento, com o cuidado detalhista e a sensibilidade que procura aplicar à fundamentação de cada fato e cada personagem do processo. Foi ouvido de modo muito diferente, em atenção e participação, das anteriores”.

De Rafael Mafei e Mariana Ferreira, da Direito GV, em “O Estado de S. Paulo“: “O procedimento decisório fomenta embates, que, às vezes, escapam à liturgia da Corte, criando verdadeiro clima de rinha. Quando isso ocorre, a divergência não é mais jurídica; diz respeito a como cada ministro interpreta o dever de cortesia para com seus pares, enquanto alguém dotado da mesma autoridade que ele próprio”.

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