Frederico Vasconcelos

Interesse Público

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Repórter especial, trabalha na Folha desde 1985. No blog, reúne textos investigativos, aborda gastos públicos, política nacional e judiciário.

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Mensalão: julgamentos do julgamento

Por Frederico Vasconcelos

Alguns votos de ministros do Supremo Tribunal Federal, ao condenar nesta segunda-feira (22/10) dez réus pelo crime de quadrilha, pareciam transmitir a mensagem de que o julgamento das urnas não influencia e não é superior ao supremo julgamento da mais alta Corte.

Passavam a impressão de um recado aos que, fora do banco dos réus, fingem dar mais importância a uma decisão nos gramados; ou aos que, na iminência de uma condenação a cumprir, pretendem julgar os julgadores.

Algo como a lembrança de tribunais de exceção, mencionados em nota por José Dirceu, ao afirmar que “teorias e decisões que se curvam à sede por condenações, sem garantir a presunção da inocência ou a análise mais rigorosa das provas produzidas pela defesa, violam o Estado Democrático de Direito”.

Ou como a interpretação de José Genoino, para quem o Supremo criou jurisprudência para perseguições políticas.

Ao final, depois de intervenções candentes, o tom suave e professoral do voto do ministro Ayres Britto, encadeando sinônimos para enquadrar os vários significados de uma quadrilha, lembrava aqueles programas didáticos nas madrugadas da “TV Justiça”.

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