Juiz acompanha trabalhos no Araguaia

Por Frederico Vasconcelos

O presidente da Associação dos Magistrados da Justiça Militar da União (Amajum), juiz José Barroso Filho, participou, como observador, das atividades do Grupo de Trabalho Araguaia (GTA), ação interministerial composta pelo Ministério da Justiça, Ministério da Defesa e Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República que visa a busca dos restos mortais de envolvidos na Guerrilha do Araguaia no início da década de 70.

Esta última expedição do ano durou 12 dias e as atividades foram concentradas nos municípios de Xambioá (TO) e São Geraldo do Araguaia (PA)

A equipe, composta por peritos das áreas de Antropologia Forense e Social, Arqueologia, Geologia, Geofísica, Biologia e Engenharia Florestal, recolheu mais um resto mortal para análises periciais em Brasília.

Com o achado, chega a 25 o número de restos mortais sob cautela do GTA – exumados da região desde a década de 90, por expedições independentes realizadas por familiares e outros profissionais, e pelo grupo de trabalho.

Assim como nas outras expedições, todas as atividades tiveram acompanhamento dos familiares dos desaparecidos da Guerrilha do Araguaia.

A integrante da Comissão da Verdade, Maria Rita Kehl, esteve presente nesta expedição e conheceu a metodologia de trabalho do GTA, além de ter acompanhado as escavações.

Para o presidente da Amajum, o GTA tem desenvolvido um competente trabalho envolvendo peritos de várias áreas com o apoio logístico do Exército Brasileiro, no sentido de localizar, identificar e recolher os restos mortais dos guerrilheiros envolvidos na Guerrilha do Araguaia, mas também visa sistematizar todas as informações sobre o assunto.