Frederico Vasconcelos

Interesse Público

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Repórter especial, trabalha na Folha desde 1985. No blog, reúne textos investigativos, aborda gastos públicos, política nacional e judiciário.

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Secretário-geral do CNJ deixa o cargo

Por Frederico Vasconcelos

Por opção pessoal e familiar, o juiz Francisco Alves Júnior deixou a secretaria-geral do Conselho Nacional de Justiça, retornando a Sergipe. Ex-presidente da Associação dos Magistrados de Sergipe, ele havia sido escolhido pelo ministro Ayres Britto em abril para comandar a secretaria do órgão.

O ministro Joaquim Barbosa ainda não anunciou os nomes de seus principais auxiliares no CNJ.

Decisão semelhante à de Francisco Alves foi tomada por Luciano Athayde, ex-presidente da Associação Nacional de Magistrados do Trabalho, que deixa a equipe de juízes auxiliares convidados por Ayres Britto.

A nomeação de Athayde e dos juízes Mozart Valadares e Fernando Mattos, respectivamente, ex-presidentes da Associação dos Magistrados Brasileiros e Associação dos Juízes Federais do Brasil, foi vista, na época, como um sinal de apoio de Ayres Britto a grupos que não participaram do confronto interno no CNJ na gestão de Cezar Peluso, quando a AMB, Ajufe e Anamatra contestaram duramente os atos da então Corregedora Nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon.

Em abril deste ano, o site do Supremo informou que Ayres Britto pretendia “abrir as duas instituições [STF e CNJ] ao diálogo com os juízes”. A convocação de Valadares, Mattos e Athayde foi noticiada oficialmente como uma tentativa de “se aproximar das associações de juízes” e “primeiro sinal no sentido da ampliação do diálogo com a magistratura”.

O colegiado que Joaquim Barbosa herdará no CNJ ainda tem a predominância do estilo de Peluso, com perfil considerado corporativista, bem distante do modelo que marcou o período de Gilmar Mendes à frente do órgão.

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