Frederico Vasconcelos

Interesse Público

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Repórter especial, trabalha na Folha desde 1985. No blog, reúne textos investigativos, aborda gastos públicos, política nacional e judiciário.

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Barbosa: decisões solitárias e ossos do ofício

Por Frederico Vasconcelos

Se decidir pela prisão imediata dos réus do mensalão, o presidente do Supremo Tribunal Federal optará por um caminho diferente do que adotou durante toda a tramitação da ação penal, quando foi fustigado por alguns defensores que pretendiam afastá-lo da relatoria do processo.

Acertadamente, Barbosa submeteu aos pares todas as questões de ordem, incluindo uma exceção de impedimento por supostamente haver prejulgado um dos réus. Apesar das divergências com alguns ministros, o relator obteve apoio do plenário para prosseguir à frente da ação penal.

Ao aguardar o início do recesso para pedir a prisão imediata dos condenados, o procurador-geral da República não conseguirá evitar que sua opção seja comparada com a de advogados que preferem dar entrada em requerimentos quando vislumbram o entendimento do magistrado de plantão. Ficará a dúvida se Gurgel tomaria a mesma iniciativa se a decisão dependesse do revisor do mensalão.

Como afirma a Folha, em editorial nesta sexta-feira (21/12), “não seria mau serviço à instituição [Joaquim Barbosa] afastar de pronto a hipótese descabida de um conluio entre acusador e magistrado”.

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