Frederico Vasconcelos

Interesse Público

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Repórter especial, trabalha na Folha desde 1985. No blog, reúne textos investigativos, aborda gastos públicos, política nacional e judiciário.

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Presentes a juízes e hipótese de banho-maria

Por Frederico Vasconcelos
Do jornalista Luiz Garcia, em artigo sob o título “Lama na toga“, publicado na edição desta terça-feira (12/2) no jornal “O Globo“, em que trata da resolução do Conselho Nacional de Justiça para disciplinar eventos de magistrados com patrocínio privado:

Juízes devem ser imparciais. Quando aceitam presentes de cidadãos interessados em conquistar a sua boa vontade, a imparcialidade é ameaçada.

Essa é uma afirmação aparentemente tão óbvia que deve espantar o leitor a necessidade de fazê-la. No entanto, é preciso registrar, com esperado aplauso da plateia, o fato de que só agora o Conselho Nacional de Justiça está agindo para impedir ações que criem benefícios de qualquer natureza para magistrados, em óbvias tentativas de conquistar a sua boa vontade.

(…)

A proibição proposta pelo ministro Falcão [corregedor nacional de Justiça], no entanto, não foi ainda aprovada: um pedido de vista do ministro Carlos Alberto Reis de Paula interrompeu a votação. Além disso, três entidades que representam juízes reclamaram por não terem sido consultadas: defendem o patrocínio e pediram que o assunto seja aberto a nova discussão.

Pode-se desconfiar que seja uma tentativa de atenuar a iniciativa moralizadora de Falcão –ou de colocá-la em banho-maria indefinidamente.

 

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