Frederico Vasconcelos

Interesse Público

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Repórter especial, trabalha na Folha desde 1985. No blog, reúne textos investigativos, aborda gastos públicos, política nacional e judiciário.

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Pesos e medidas nos patrocínios a eventos

Por Frederico Vasconcelos
Sob o título “Ué”, o site “Judex, Quo Vadis?”, mantido por magistrados paulistas, publicou o seguinte comentário sobre a resolução do Conselho Nacional de Justiça que restringe patrocínios privados a eventos de juízes:

O CTJ (Conselho Tutelar da Magistratura) decidiu que: apenas os encontros promovidos por tribunais, conselhos de Justiça (ah, eles podem!) e escolas da magistratura podem receber patrocínios para seus eventos; e, mesmo assim, limitados a 30% do custo total.

Ué, as associações, que são entidades privadas, não podem, e os tribunais, conselhos e escolas da magistratura, que são entidades públicas, podem?

Ué, até 30% (tabela de Brasília?) não torna os magistrados venais? Eles só se vendem acima disto?

É o uó do borogodó.

Trecho da coluna do jornalista Janio de Freitas, sob o título “Livres e proibidos”, publicada nesta quinta-feira (21/2), na Folha:

Parte do Conselho Nacional de Justiça pretendeu proibir as comuns doações de dinheiro, passagens, hospedagens e brindes para congressos, outros eventos e turismo de magistrados. Não conseguiu. Mas os satisfeitos com a liberalidade fizeram uma concessão parcial e permitiram a adoção da proposta feita pelo presidente do CNJ, ministro Joaquim Barbosa: os magistrados e seus eventos podem receber 30% do custo total.

Ou seja, empresas e endinheirados agora só podem influir 30% nas decisões dos magistrados influenciáveis. Ou também: 70% da ética dos magistrados estará protegida pela proibição, e 30% liberados para o quer e vier. Sobretudo o que der.

Comentários do presidente do CNJ, ministro Joaquim Barbosa, sobre a utilidade de encontros de juízes em resorts:

“Magistrado não é vocacionado a ficar participando de congressos e simpósios”.

“Resorts não combinam em nada com o trabalho intelectual sério”.

“Não vejo porque essa gana, essa sanha de participar de aprimoramento em resort. Não há aprimoramento algum”.

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