Ajufer: juízes vítimas temiam impunidade

Por Frederico Vasconcelos

“Juízes federais que tiveram seus nomes usados indevidamente em contratos fictícios firmados entre a Ajufer (Associação dos Juízes Federais da 1ª Região) e a Fundação Habitacional do Exército temem que haja impunidade”.

Esta foi a abertura de post publicado no Blog em 5 de abril de 2011, sob o título “Juízes temem ‘pizza’ e pedem investigação célere”, ao revelar que um grupo de 20 magistrados entregou abaixo-assinado ao então Corregedor-Regional do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, desembargador Cândido Ribeiro.

Eles manifestaram “repúdio e inconformismo” e solicitaram à Corregedoria que adotasse, “no prazo mais célere possível, as providências cabíveis naquilo que lhe competir visando o esclarecimento cabal dos fatos, bem como para apurar a responsabilidade dos envolvidos”.

Os magistrados levaram cópias de vários documentos para serem juntados ao inquérito instaurado no TRF-1.

No requerimento, os juízes relatam que seus nomes foram utilizados “de forma irresponsável, temerária e fraudulenta pela Ajufer, em gestões anteriores à atual, para fins de obtenção de mútuos firmados com a Fundação Habitacional do Exército (FHE/Poupex)”.

Os magistrados sustentam no documento que:

a) jamais solicitaram à FHE ou à Ajufer a contratação de mútuo de qualquer natureza;

b) jamais firmaram contratos de mútuos com as duas instituições;

c) jamais autorizaram a Ajufer, seja na pessoa de seu então Presidente Moacir Ferreira Ramos ou quem quer que fosse a utilizar seus nomes para fins de obtenção de financiamento de qualquer espécie, em benefício da Ajufer ou de terceiros.

Eles requereram a admissão como interessados nos procedimentos de investigação.

Informaram, ainda, que alguns juízes federais, cujos nomes foram indevidamente utilizados pelos investigados, sequer eram associados da Ajufer.