Frederico Vasconcelos

Interesse Público

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Repórter especial, trabalha na Folha desde 1985. No blog, reúne textos investigativos, aborda gastos públicos, política nacional e judiciário.

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A urbanidade que se espera dos juízes

Por Frederico Vasconcelos

É dever do magistrado, segundo a Lei Orgânica da Magistratura Nacional, “tratar com urbanidade as partes, os membros do Ministério Público, os advogados, as testemunhas, os funcionários e auxiliares da Justiça, e atender aos que o procurarem, a qualquer momento, quando se trate de providência que reclame e possibilite solução de urgência”.

 Não se sabe, pelos relatos feitos até agora, se a pergunta que o jornalista Felipe Recondo, de “O Estado de S. Paulo” faria ao ministro Joaquim Barbosa, na saída da sessão do Conselho Nacional de Justiça, nesta terça-feira (5/3), reclamaria uma resposta urgente.

 Não importa.

 Nada justifica o destempero do presidente do STF, ao recomendar que o jornalista fosse “chafurdar no lixo”.

 Talvez o ministro estivesse realmente “tomado pelo cansaço e por fortes dores ao responder ao jornalista”, como apressou-se a divulgar, em nota, sua assessoria de imprensa. Ou irritado com o “cerco corporativista” das entidades dos magistrados, nos últimos dias. 

Quem sabe, sentindo novamente sua privacidade invadida, tenha pretendido enviar um recado ao mesmo jornal que divulgou, recentemente, que o ministro circulou com a namorada. Ou, lá atrás, fotografou-o em momento de lazer, num bar.

Se a intenção do ministro era retratar-se, melhor teria sido dirigir-se diretamente ao repórter, sem a intermediação formal de um assessor que, em seu nome, pediu “desculpas aos profissionais de imprensa”.

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