Frederico Vasconcelos

Interesse Público

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Repórter especial, trabalha na Folha desde 1985. No blog, reúne textos investigativos, aborda gastos públicos, política nacional e judiciário.

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Férias: mídia poupa MP, dizem juízes – 2

Por Frederico Vasconcelos

Para dar maior visibilidade à opinião dos leitores, eis trechos de comentários publicados nas últimas semanas no Blog sobre a polêmica das férias de 60 dias para juízes:

 

Eduardo: “Por que a OAB se cala sobre os 60 dias de ferias do MP e da Advocacia Publica de vários Estados e Municipios?”

Carlla: “O país apesar de todos os problemas respira democracia, mas as violações ao teto são uma realidade, aliás não apenas no judiciário, mas também no MP e nos outros poderes, isso é fato”.

CSS: “Penso que a carreira da Magistratura está sendo atacada pela mídia e pela advocacia de forma desleal como se apenas os Magistrados usufruíssem de um direito que é gozado, por muitos”.

Fernando: “Eu não vejo uma reportagem em seu blog com o titulo, tal entidade, ou tal pessoa, ou o ministro, ou o próprio dono do blog é CONTRA AS FÉRIAS DE 60 DIAS DOS PROMOTORES DE JUSTIÇA OU PROCURADORES DA REPÚBLICA… Que ódio estranho esse que sentem dos Magistrados…”

CSS [sobre editorial da Associação dos Advogados de São Paulo]: “Outras categorias profissionais também possuem férias de sessenta dias: professores, procuradores da república, defensores públicos, promotores,procuradores do município, procuradores de Estado e, etc… Questiono: Por que as férias dessas categorias não ofendem o articulista? Por que a conduta dos profissionais citados não é chamada de anti-isonômica?”

Dárcio [também comentando o editorial da AASP]: “E as férias de sessenta dias de outras categorias não são consideradas bizarras? O problema são os juízes? Por quê?”

Wiliam Blake: “A AASP defende o fim das férias diferenciadas para todos? Defensores públicos, procuradores do município de São Paulo, professores, procuradores da fazenda. militares, promotores e procuradores da república? Todas as profissões citadas têm férias diferenciadas.”

Marco Machado [questionando comentário de leitora]: “E as demais carreiras públicas com 60 dias de férias, como defensores públicos e procuradores públicos? Você não as considera privilegiadas?”

Renan [questionando comentário de leitor]: “Também é contra férias prolongadas de advogados públicos (incluindo os procuradores de Estados), defensores públicos e professores? Ou só de juízes? Vamos deixar de hipocrisia…”

Fernando: “Havia deliberado não mais comentar neste blog que nitidamente já tomou partido no que se refere a execrar a magistratura e defender o Ministério Público, omitindo, p. ex. ausência de divulgação de salários em SP dos membros do MP, e em outros Estados também.”

Antonio Carlos Parreira [sobre como a imprensa tratou as declarações de Joaquim Barbosa]: “É lamentável quando alguns integrantes do alto escalão do Judiciário ofendem toda a magistratura e não se vê uma só nota na imprensa de repulsa, em defesa da grande maioria dos juízes que são honestos e trabalham.”

Godoy: “Os Membros do MPF e do MPT têm direito a uma série de benesses às quais os Juízes não fazem jus, como licença-prêmio, gratificações, parcelamento de férias, licenças para cursos mais flexíveis (salvo engano, o próprio Ministro Joaquim Barbosa, quando Procurador da República, estudou no exterior), além de diárias em valor bem mais elevado. Quanto ao estudo, no MPF salvo engano é possível também a concessão de lotação provisória no lugar onde o curso de pós-graduação é oferecido”.

Ana Lúcia Amaral: “Não consegui ainda formar opinião a respeito. Todavia, suspeito que as férias dos magistrados parece mais uma revanche de outras carreiras jurídicas, ou de quem não conseguiu alcançá-las”.

Roberto Portugal Bacellar [juiz de direito, em artigo]: “Há uma fúria atual contra o juiz como se acabar com as férias dos juízes fosse melhorar a Justiça, assim como se fosse possível melhorar a educação acabando com as férias dos professores”.

Caroline Spotorno da Silva: “Realmente, pessoas que bradam contra as férias de juízes e promotores não têm a mínima noção de suas carreiras e atividades. Tais agentes políticos vão para as comarcas mais distantes dos Estados, privados do convívio familiar muitas vezes; vivem fazendo plantão em finais de semana, sem qualquer cobrança de horas extra; trabalham, sim, despachando durante à noite, quando é o tempo que sobra sem estar em audiências”.

Karley Correa: “Várias profissões possuem aspectos diferenciados tendo em vistas suas peculiaridades e ninguém fala disso, pelo menos com o tom ácido que é dirigido à Magistratura”.

Josué de Souza: “Por que, nestes seguidos posts dos 60 dias de férias, não aparece nem um único procurador da república ou promotor de justiça que, identificando-se como tal, venha juntar-se ao debate?”

Cristiane Santos: “Precisamos destacar que, no Brasil, outras categorias também possuem férias de 60 dias: professores, procuradores da república, defensores públicos, promotores, procuradores da fazenda, e, etc… Gostaria que o professor explicasse para os colegas: Por que a conduta dos profissionais indicados não é chamada de antirrepublicana e de sinecura?”

José Carneio Jr.: “Não se compreende este furor contra as justas férias dos magistrados, quando há no Brasil uma outra carreira que tem direito não a sessenta, mas a igualmente justos noventa dias de férias por ano, afora também todos os feriados, sem que ninguém se insurja contra isso: refiro-me aos professores”.

Marcello Enes Figueira: “Esse assunto vai e vem a cada seis meses. Ninguém fala do que ocorre em nenhuma outro órgão ou empresas públicos. E como ocorre…”

Antonio Sbano [em artigo]: “Um jornal volta a fomentar a redução das férias, atribuindo a notícia a Ministros e Conselheiros do CNJ que não querem se identificar (segundo o jornalista), tudo como forma de lançar o povo contra os juízes, apresentando-os como seres que só possuem benefícios e são os responsáveis pela lentidão da Justiça”.

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