Cureau: “Disputa para servir ao país”

Por Frederico Vasconcelos
Eis as opiniões da Subprocuradora-geral da República Sandra Cureau sobre a sucessão do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel.

 

Blog – Como pretende desenvolver sua campanha para indicação da lista tríplice da ANPR?

Sandra Cureau – Estou desenvolvendo a minha campanha através de mensagens aos colegas pela internet, nas quais divulgo, objetivamente,  as minhas propostas e peço a sua confiança.

 

Blog – Entende que a consulta da ANPR é a forma mais adequada para a indicação do(a) futuro(a) Procurador(a) Geral da República?

Sandra Cureau – Embora a consulta da ANPR não esteja prevista na Constituição Federal, como ocorre com relação à lista tríplice dos MPs Estaduais e do DF, ela é democrática e possibilita a todos os membros do MPF conhecer as propostas dos candidatos e os próprios candidatos e escolher aqueles que julgam mais aptos para o cargo. Sou totalmente favorável à consulta.

 

Blog – Pretende pedir férias ou licença para se dedicar à campanha?

Sandra Cureau – Não pretendo, nem posso. Sou Vice-Procuradora-Geral Eleitoral e tenho sessões semanais, além de um grande número de processos para dar parecer, que diariamente chegam ao meu gabinete. Não tenho substituto e não posso pretender que o PGR, que já tem tantas atribuições, assuma também as minhas, enquanto eu faço campanha.

 

Blog – Possui uma equipe para realizar sua campanha?

Sandra Cureau – Não, não possuo. Escrevo pessoalmente cada uma das minhas mensagens aos colegas. Gosto, inclusive, que seja assim, pois me possibilita um contato mais estreito e direto com cada um.

 

Blog – Como se trata de uma escolha prévia entre membros do MPF, considera adequado o apoio de uma assessoria externa de relações públicas/imprensa para contatos com a mídia? Supondo tratar-se de apoio voluntário, é saudável a um membro do MPF dever favores a uma empresa privada?

 

Sandra Cureau – Esta não é uma campanha política, no seu sentido estrito. Somos todos colegas, somos amigos. Não estamos disputando o cargo senão para servir ao país, à sociedade. Não pode haver qualquer ambição pessoal nessa disputa. Eu não tenho apoio de qualquer assessoria externa de relações públicas ou do que quer que seja. Nem consigo imaginar uma coisa dessas.

 

Blog – De forma resumida qual é a sua principal proposta e o que espera mudar se for indicada para PGR?

Sandra Cureau – Não posso elencar uma única prioridade, porque são várias. Entre elas, lutar pela manutenção das prerrogativas institucionais dos membros do MPF, no momento ameaçadas pela PEC 37; atuar junto ao Congresso Nacional, visando a aprovação dos projetos de lei em curso, entre eles os que criam novas vagas de Procurador da República, Procurador Regional da República e Subprocurador-Geral da República; buscar soluções para a valorização da carreira, especialmente no que tange à recomposição da remuneração dos membros e servidores; dotar as unidades de instalações compatíveis e, quanto ao trabalho dos membros, criar as assessorias necessárias ao seu bom desenvolvimento; implementar, de modo mais efetivo, a cooperação com os Ministérios Públicos de outros países no combate a crimes como lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, tráfico de armas, tráfico de seres humanos, tráfico de animais silvestres e espécimes da flora, entre outros.  Dar total transparência à nossa atuação institucional, como forma de prestar contas à sociedade.