Frederico Vasconcelos

Interesse Público

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Repórter especial, trabalha na Folha desde 1985. No blog, reúne textos investigativos, aborda gastos públicos, política nacional e judiciário.

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“Alguém teve de dar um basta nisso”

Por Frederico Vasconcelos

Juiz compara custos e diz que MP-SP “chora de barriga cheia” no caso das salas.

 

Sob o título “MP-SP reclama de barriga (muito) cheia”, o texto a seguir é de autoria do Juiz de Direito Renato Soares de Melo Filho , de São Paulo.

 

Na disputa sobre a realocação (“choradamente” nominada de despejo) das salas utilizadas pelo Ministério Público em prédios dos fóruns paulistas, não é preciso muito esforço pra saber quem tem razão.

Segundo a peça orçamentária do Estado para o exercício de 2013 (aqui), serão destinados ao Ministério Público um quinto do equivalente às despesas do Tribunal de Justiça. Leia-se, embora seja uma instituição de proporções infinitamente menores, com bem menos servidores, prédios, equipamentos e, sobretudo, atribuições, receberá mais de 21% (R$ 1.635.342.715) do destinado ao Tribunal de Justiça (R$ 7.637.105.974).

É, evidentemente, um delírio imaginar (basta passear em qualquer fórum do Estado) que MP custe aos cofres paulistas absurdos um quinto do TJ.

Afinal, com um movimento judiciário de quase 20 milhões de processos na primeira instância (que Tribunal no planeta segura essa bronca?), dos quais cerca de 6 milhões foram distribuídos só em 2012 (aqui), bem como seus mais que 40 mil servidores na ativa (aqui), soa excêntrica, até invulgar, essa constatação. Mas é a mais pura realidade.

Resumindo pra mau entendedor: o MP-SP, com seu folgado orçamento, não quer (de jeito nenhum) sair da cômoda situação e gastar pesadamente com infraestrutura.

No fim das contas, alguém teve de dar um basta nisso, e seu nome é Ivan Ricardo Garisio Sartori.

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