Frederico Vasconcelos

Interesse Público

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Repórter especial, trabalha na Folha desde 1985. No blog, reúne textos investigativos, aborda gastos públicos, política nacional e judiciário.

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Clima de confronto em sessão do CNMP

Por Frederico Vasconcelos

Conselheiro cobra informações do MPF e diz que “não se submete” a Gurgel.

A seguir, trechos de post publicado no “Blog do Josias“, em 26/5, sob o título “Amigo de José Genoino ataca Gurgel no CNMP” [veja aqui]. Trata-se de desdobramento da polêmica que marcou a recondução do conselheiro Luiz Moreira Gomes Júnior, representante da Câmara dos Deputados no Conselho Nacional do Ministério Público, após controvertido processo de aprovação no Senado, episódio registrado neste espaço [veja aqui].

 

Representante da Câmara dos Deputados no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), o advogado Luiz Moreira Gomes Júnior declarou guerra ao procurador-geral da República Roberto Gurgel, que preside o conselho. Ligado ao PT e amigo do deputado petista José Genoino, Moreira constrangeu Gurgel numa reunião plenária do CNMP. Realizada há cinco dias, a sessão descambou para o bate-boca.

(…)

Em ofício datado de 16 de abril, o conselheiro Luiz Moreira havia solicitado informações sobre procedimentos administrativos da gestão de Gurgel. Entre outras coisas, pedira a relação de todos os servidores comissionados e os balanços de um programa de saúde e assistência social da Procuradoria da República. Pelo tom dos seus textos, Moreira buscava confirmar irregularidades.

(…)

Dirigindo-se a Gurgel, Moreira declarou: sou conselheiro “por mandato a mim conferido pelo Congresso Nacional. Então, não adianta membro do Ministério Público se negar a cumprir determinação minha.” Mais adiante, olhos fixos em Gurgel, o amigo de Genoino provocou o procurador-geral: “Estou dizendo claramente: parece que o Ministério Público Federal se nega a reconhecer a autoridade deste conselho.” Gurgel subiu no caixote:

— É um juízo de V. Exa., absolutamente incorreto.

Luiz Moreira não se deu por achado:

— O que é que eu estou determinando, sr. presidente, mandei para V. Exa.: que me seja entregue o acesso aos documentos, determinando…

— O pedido de V. Exa. será examinado.

— Eu estou determinando, não estou me submetendo a V. Exa.

— Nem eu a V. Exa..

— Não estou submetido a V. Exa..

— Respeito ao procurador-geral da República, doutor Luiz Moreira. Respeito ao procurador-geral da República.

— O que tem que haver, senhor presidente…

— Respeito ao procurador-geral da República. Eu não vou tolerar esse tipo de provocação aqui.

— Eu não estou desrespeitando ninguém. Eu não me submeto a nenhum dos membros desse conselho.

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