Frederico Vasconcelos

Interesse Público

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Repórter especial, trabalha na Folha desde 1985. No blog, reúne textos investigativos, aborda gastos públicos, política nacional e judiciário.

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Ex-secretário da AMB contesta Calandra

Por Frederico Vasconcelos

Para Nelson Missas, foram “infelizes” as declarações do presidente da AMB 
 

O ex-secretário-geral da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) Nelson Missias, que renunciou ao cargo nesta terça-feira (4/6), divulgou nota a título de contestar declarações do presidente da entidade, Desembargador Henrique Nelson Calandra, sobre os motivos que levaram 22 diretores a deixar a entidade.

Eis a íntegra da manifestação:

 

Em razão das declarações do presidente da AMB, sobre a renúncia coletiva de 22 diretores da entidade, venho prestar os seguintes esclarecimentos:

Assim como ocorreu, nesses dois anos e meio de gestão, mais uma vez o presidente da AMB faltou com a verdade. Primeiro, disse que apenas o secretário-geral havia apresentado seu pedido de renúncia, quando, na verdade, foram 24 diretores, dos quais 22 agiram coletivamente.

Depois, disse que é por insatisfação, pelo fato de não ter sido escolhido como o candidato a presidente da entidade.

Se assim o fosse, será que em outubro de 2012, o diretor-tesoureiro da entidade teria colocado o seu cargo à disposição do presidente também por não ter sido o candidato a sua sucessão?

Em seguida, o diretor de Prerrogativas seguiu o mesmo caminho. Seria também outro pretenso candidato?

E agora? Será que os outros 21 também queriam ser candidatos?

Pela grandeza da AMB e pelo valor da magistratura brasileira, entendo que essa é uma justificativa muito simplória.

Calandra sabe bem os motivos que levaram um grupo tão grande a se afastar da sua gestão e deveria, em respeito à magistratura brasileira e à sociedade, explicar as razões pelas quais trocou, durante apenas dois anos de gestão, quatro vezes o diretor-geral da entidade; quatro vezes o diretor-tesoureiro e, dos 32 funcionários, demitiu 23.

Tenho responsabilidades junto à magistratura e aos meus colegas e não avalizo práticas não republicanas. Mais do que ser presidente, preservo o orgulho e o respeito junto aos colegas.

Esses são os esclarecimentos que tenho a prestar em razão das infelizes declarações do presidente da AMB. Mas é ele quem deveria explicar o desvirtuamento da gestão política e administrativa da entidade.

Nestes três anos de gestão, a magistratura não obteve as conquistas desejadas, além de descontrole administrativo.

Belo Horizonte, 7 de junho de 2013
NELSON MISSIAS DE MORAIS
ex-secretário-geral da AMB

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