Reforço parananese na diretoria da AMB

Por Frederico Vasconcelos

Calandra nomeia sete magistrados do Paraná, depois da renúncia de 22 diretores.

 

O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Nelson Calandra, nomeou sete magistrados que atuam no Paraná para ocuparem cargos na atual diretoria. Ele apoia o juiz paranaense Roberto Portugal Bacellar como candidato da situação à presidência da entidade, mas diz que essas nomeações foram ato de rotina, para substituir magistrados daquele Estado que recentemente deixaram a diretoria da AMB.

No início deste mês, 22 magistrados liderados pelo vice-presidente administrativo da Associação, Marcos Daros, e pelo secretário-geral Nelson Missias de Morais, entregaram seus cargos em meio a divergências sobre o processo sucessório na AMB e sobre a condução da entidade na gestão de Calandra.

O desembargador Miguel Kfouri Neto, ex-presidente do Tribunal de Justiça do Paraná e da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), ocupará interinamente a vice-presidência administrativa da AMB, em substituição ao também paranaense Daros.

Calandra nomeou assessores da presidência os juízes paranaenses Leo Henrique Furtado Araújo e Fábio André Santos Muniz. O juiz Oswaldo Soares Neto foi escolhido como novo diretor da secretaria de Direitos Humanos e Cidadania.

A magistrada Flávia da Costa Viana foi confirmada para a secretaria de assuntos internacionais e o juiz Sérgio Luiz Kreuz foi nomeado diretor-adjunto da secretaria de Justiça da Infância e Juventude da AMB.

O desembargador Rui Portugal Bacellar, sobrinho do candidato à presidência da AMB, exercerá as funções de diretor-adjunto de informática.

Calandra disse que a renúncia coletiva refletiu a insatisfação do desembargador Nelson Missias, ex-presidente da associação de magistrados de Minas Gerais (Amagis), que pretendia ser o candidato da situação nas eleições de novembro.

Na nota conjunta distribuída no início do mês, Marcos Daros afirmou que “há uma frustração com a condução daquilo que seria um grande projeto político” na AMB. Ele criticou a falta de comando na entidade e excessiva interferência de pessoas de fora da magistratura.