Frederico Vasconcelos

Interesse Público

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Repórter especial, trabalha na Folha desde 1985. No blog, reúne textos investigativos, aborda gastos públicos, política nacional e judiciário.

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Oposição lança chapa à sucessão na AMB

Por Frederico Vasconcelos

Movimento é liderado pelo juiz João Ricardo Costa, ex-presidente da Ajuris.

 

O lançamento oficial da chapa de oposição à AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) foi realizado nesta segunda-feira (5/8) no Rio de Janeiro. A chapa “Unidade e Valorização” é liderada pelo Juiz de Direito João Ricardo Costa, titular do 1º Juizado da 16ª Vara Cível de Porto Alegre.

João Ricardo Costa é ex-presidente da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (AJURIS).

Segundo os organizadores, a chapa da oposição tem a adesão de 27 associações regionais.

Os apoiadores da chapa da oposição criticam a atual gestão da AMB, alegando falta de articulação em defesa dos interesses da magistratura e a baixa representatividade da categoria.

“A magistratura não se sente respeitada. Vemos a inação de nossa entidade de classe e a não ocupação do espaço público pelos juízes”, diz João Ricardo. Para ele, é necessário discutir o modelo tributário e o pacto federativo, além da luta incessante pelas prerrogativas da magistratura.

A eleição direta para os tribunais de Justiça é uma das principais bandeiras da oposição. O desembargador Cláudio Baldino Maciel, ex-presidente da AMB, e que participa do movimento “Unidade e Valorização”, também defende a eleição direta nos tribunais, “uma questão tão obvia que já deveria estar superada”.

A oposição defende “a mudança completa dos rumos da AMB com o resgate da credibilidade da entidade e da representação nacional da magistratura”.

A chapa da situação, apoiada pelo atual presidente da AMB, Nelson Calandra, é liderada pelo juiz paranaense Roberto Portugal Bacellar.

Bacellar é diretor-presidente da Escola Nacional da Magistratura (ENM) e dirigiu a Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar) durante o biênio 2002/2003.

Em entrevista ao Blog, em abril, o candidato da situação definiu como sua prioridade “as garantias de independência para que todos os magistrados (estaduais, federais, militares e do trabalho) possam decidir de forma a atender os interesses da cidadania”.

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