Frederico Vasconcelos

Interesse Público

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Repórter especial, trabalha na Folha desde 1985. No blog, reúne textos investigativos, aborda gastos públicos, política nacional e judiciário.

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“Ferrinho de dentista” contra a corrupção

Por Frederico Vasconcelos

Janot forma equipe de procuradores para desovar processos represados no gabinete.

 

Nas entrevistas publicadas no final de semana, o novo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que o combate à corrupção será a prioridade de sua gestão. “Se eu tiver de investigar, eu vou investigar. Eu sou mineiro ferrinho de dentista”, disse a Felipe Recondo e Andreza Matais, de “O Estado de S. Paulo”.

“O dinheiro da corrupção é o dinheiro que falta para saúde, educação, segurança pública, tudo quanto é lugar”, disse a Rodrigo Rangel, da “Veja“.

Janot registrou o que a Controladoria-Geral da União tem demonstrado nas auditorias de muito municípios: “Tendemos a ver apenas a corrupção praticada em obras monumentais. Tão prejudicial quanto é aquela que vai de pouquinho em pouquinho, mas é disseminada.”

“É preciso atuar lá nos desvios do dinheiro da merenda escolar, do ginásio poliesportivo, da construção da estrada. A corrupção tem de ser atacada em diversas frentes”.

O novo PGR confirmou o que já foi registrado neste espaço: “O gabinete do procurador-geral tem represamento, sim”. “O doutor [Roberto] Gurgel concentrou muitas tarefas nele mesmo”.

Segundo Janot, atualmente há no gabinete 170 representações, 200 inquéritos policiais e mais de 2000 processos. Para dar conta desse represamento, ele levou vários procuradores para a sua equipe, como prometera nos debates promovidos pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).

“Se houver procesos mais complexos, vou chamar mais gente para auxiliar e podemos fazer forças-tarefa para trabalhar nesses casos”, anunciou.

 

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