Frederico Vasconcelos

Interesse Público

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Repórter especial, trabalha na Folha desde 1985. No blog, reúne textos investigativos, aborda gastos públicos, política nacional e judiciário.

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Perseguições, inverdades e Justiça cidadã

Por Frederico Vasconcelos

Em entrevista coletiva, em abril, o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Mario Hirs, afirmou sobre o relatório preliminar de sindicância realizada pelo Conselho Nacional de Justiça, com base no qual o ministro Francisco Falcão afirmou haver prejuízo de R$ 448 milhões aos cofres públicos com precatórios inflados reconhecidos pelo TJ-BA:

“Aquele relatório não condiz com a verdade. Não existe este valor. Esse valor não foi pago. (…) Eu fiz de tudo para saber como se chegou a esse cálculo, mas não consegui.”

Segundo informou o site G1, Hirs afirmou na ocasião que poderia ir ao Supremo Tribunal Federal caso se sentisse “ofendido” pela divulgação de informações, por ele tidas como “inverídicas”.

Segundo o jornal “A Tarde“, na segunda-feira (4/11), véspera do julgamento da sindicância pelo CNJ, Hirs recebeu o apoio de mais de 50 advogados, numa “visita de solidariedade” a seu gabinete.

Hirs disse que ele e o Judiciário baiano eram vítimas da “perseguição” do CNJ.

“Após o trânsito em julgado se questiona o valor que é pago. Pelo amor de Deus! E mais ainda: esses precatórios não são nenhum de minha época. São de 98, 99, eu não tenho nada com isso. Eles nunca foram questionados. E agora a Bahia vira o grande ponto de perseguição do CNJ. Esse é o problema: nós estamos sendo perseguidos pelo CNJ. Essa é a grande verdade”, declarou Hirs.

Nesta terça-feira (5/11), depois de anunciado o afastamento provisório dos desembargadores Mario Hirs e Telma Britto, por 11 votos a 4, o TJ-BA informou que irá recorrer da decisão do CNJ junto ao Supremo Tribunal Federal.

“O Tribunal de Justiça da Bahia reafirma que prestou todos os esclarecimentos e informações ao longo de correição instaurada pela corregedoria do CNJ, mantendo a certeza de que não há irregularidades nas ações decididas pelos desembargadores ora afastados e investigados”, informou, em nota assinada pela Assessoria de Comunicação Social.

O TJ-BA disse que irá cumprir a decisão do CNJ e afirmou ter “compromisso com a verdade, a correção dos serviços que presta ao povo da Bahia e, sobretudo, sua responsabilidade por uma Justiça cidadã”.

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