Frederico Vasconcelos

Interesse Público

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Repórter especial, trabalha na Folha desde 1985. No blog, reúne textos investigativos, aborda gastos públicos, política nacional e judiciário.

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TJ-SP suspende transmissões ao vivo

Por Frederico Vasconcelos

Nalini no Órgão Especial

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador José Renato Nalini, anunciou na última quarta-feira (15/1) que as transmissões ao vivo das sessões do Órgão Especial serão suspensas.

O Órgão Especial reúne 25 desembargadores: o presidente do TJ-SP, doze dos mais antigos e doze eleitos. As sessões de julgamento são realizadas sempre às quartas-feiras.

Nalini apresentou razões de ordem técnica, alegando congestionamento no sistema do tribunal durante as transmissões instantâneas, o que estaria prejudicando o ingresso de petições por meio do site do tribunal.

Explicou que os funcionários acompanhavam os julgamentos, trocando informações e comentários nas listas de discussões.

Nalini sugeriu que as consultas às gravações deveriam ser feitas posteriormente, “preferencialmente de casa”, para que esse horário [das sessões do Órgão Especial] “seja de trabalho do tribunal”.

A decisão recebeu três tipos de críticas: a) não haveria problemas técnicos, pois o video é transmitido por outro site [nucleomedia] e não pelo site do Tribunal; b) o congestionamento do sistema não foi alegado durante a gestão de Ivan Sartori; c) o fim da transmissão ao vivo colidiria com a prometida transparência da nova gestão.

“O motivo é técnico. Fui alertado pela assessoria de tecnologia da informação que havia congestionamento do sistema, impedindo o andamento do processo eletrônico”, afirmou ao Blog o presidente do TJ-SP. Ele diz que não foi uma decisão pessoal, mas do Conselho Superior da Magistratura.

Nalini atribui o congestionamento ao “sucesso da iniciativa” da gestão anterior. “A transmissão [ao vivo] foi tão exitosa que todos os gabinetes e cartórios da capital e do interior passaram a acompanhar as sessões”, diz Nalini.

As sessões começam às 13h e podem terminar às 20h. “O pessoal fica muito desatento ao trabalho”, diz.

O presidente do TJ-SP diz que as sessões continuarão a ser gravadas. “A gravação vai ser disponibilizada depois, para quem quiser acessar o site, de sua casa”, afirma.

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