Tribunal do Amazonas não esclarece a demora nos processos sobre pedofilia

Por Frederico Vasconcelos

Correição no TJ-AM

Em meio à correição que o Conselho Nacional de Justiça realiza no Tribunal de Justiça do Amazonas [foto] –para, inclusive, apurar a demora no julgamento de processos que apontam o envolvimento do prefeito do município de Coari, Adail Pinheiro, com uma rede de pedofilia–, o site do tribunal divulgou nesta quinta-feira (23/1) a “Nota de Esclarecimento” abaixo, que, a rigor, nada elucida.

 

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O desembargador João Mauro Bessa, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), em relação às últimas notícias divulgadas em âmbito nacional por rede de comunicação de amplo alcance, informa que estão sob sua relatoria, desde o dia 19 de dezembro de 2013 – dia que antecedeu imediatamente o recesso forense –, dois inquéritos policiais cujo objeto é a investigação acerca de supostos crimes sexuais contra vulnerável.

Esclarece ainda que foi verificada uma longa tramitação destes inquéritos, os quais passaram por diversos órgãos até chegar a sua relatoria. Acrescenta que, a partir do recebimento dos referidos autos, têm sido tomadas, com prioridade, as providências necessárias ao seu impulsionamento.

Por fim, o desembargador afirma que serão adotadas as medidas necessárias à elucidação dos motivos que ensejaram a procrastinação (demora) do andamento dos inquéritos, para fins de apuração de responsabilidade.

 

JOÃO MAURO BESSA

Desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas