Ainda sobre o MPE-SP e as salas do TJ

Por Frederico Vasconcelos

Nalini e RosaNalini visita Rosa e Luiz Marrey diz que é candidato.

O Tribunal de Justiça de São Paulo divulga em seu site a visita do presidente José Renato Nalini à sede da Procuradoria-Geral de Justiça, onde foi recebido nesta sexta-feira (24/1) pelo procurador-geral Márcio Fernando Elias Rosa e pelos suprocuradores Arnaldo Hossepian Salles Lima Júnior, Sérgio Turra Sobrane, Vânia Maria Ruffini Penteado e pelos promotores Luiz Henrique Dal Poz e Wilson Tafner.

Segundo o noticiário do TJ-SP, a visita de Nalini –acompanhado pelo diretor da Escola Paulista da Magistratura, desembargador Armando Sérgio Prado de Toledo– “serviu para tratar de assuntos de interesse das instituições e demonstrar a boa vontade do Ministério Público e do Poder Judiciário na solução de questões comuns, como a desocupação das salas nos prédios dos fóruns, pelo diálogo e conciliação”.

O site do MPE registra que, no final da visita, Nalini falou sobre a desocupação dos prédios em entrevista à Rádio Jovem Pan: “Nós não temos motivo para nos digladiar por causa de uma questão que pode ser resolvida através do diálogo. Fui Promotor durante quatro anos, tenho respeito enorme pelo Ministério Público”.

Neste sábado (25/1), o repórter Felipe Luchete revela no site “Consultor Jurídico” que o procurador de Justiça Luiz Antônio Guimarães Marrey decidiu disputar as eleições para a chefia do Ministério Público do Estado marcadas para abril.

Marrey –que foi procurador-geral em três períodos– comentou a polêmica sobre a desocupação das salas do TJ-SP, determinada no final da gestão do desembargador Ivan Sartori e suspensa por decisão judicial.

“A instituição funciona corretamente, mas ainda é muito carente de estrutura, de servidores, de prédios próprios em diversos lugares. Nós temos que garantir melhores condições para o Ministério Público cumprir o seu papel”, afirma.

Marrey considera que uma “liderança mais ativa” teria evitado o “conflito”. “A ordem de saída é absolutamente inaceitável”, diz. “Uma instituição pública que atua há décadas num prédio público não pode ser despejada de maneira arbitrária.”