Vandalismo e captação de clientes

Por Frederico Vasconcelos

Do advogado José Diogo Bastos Neto, ex-presidente da Associação dos Advogados de São Paulo, em mensagem publicada no site “Migalhas“, frequentado por operadores do Direito:

 

“Alô, alô OAB/RJ. Dois manifestantes, ‘black blocs’ ou não, acusados de terem participado de atos de vandalismo que culminaram com a morte de cinegrafista da Band, têm coisas em comum: estão presos e têm como defensor o advogado Jonas Tadeu Nunes.

Este causídico, que assume estar oferecendo seus serviços a seus clientes sem custos, em clara captação, de uma vez só, (a) confessou publicamente os supostos crimes praticados por seus constituintes, (b) acompanhou a polícia até a Bahia para efetivação da prisão de um deles, (c) divulgou fatos que diz ter ouvido de seus clientes obviamente em detrimento da defesa dos mesmos, como que teriam recebido remuneração para participar das passeatas, (d) tentou envolver deputado Estadual como incentivador dos atos de vandalismo sem prova alguma, retratando-se ulteriormente, pela temeridade da acusação e, por fim, (e) se expõe desavergonhadamente dia e noite perante a imprensa mais interessado em promoção pessoal ou ser fonte de notícias do que na lídima defesa de seus desassistidos clientes.
 
Acorda OAB/RJ, seccional que tenho orgulho de pertencer, e mostra à população que a conduta deste par além de configurar potenciais delitos éticos-profissionais, não representa a nobre classe dos advogados.”