Chão de fábrica no tribunal e no MP

Por Frederico Vasconcelos

Sartori, Alkmin, Nalini e Amaro

O desembargador Ivan Sartori, ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, não gostou da decisão do governador Geraldo Alckmin, que nomeou um Promotor de Justiça [Amaro José Thomé Filho] para o cargo de desembargador do TJ-SP em vaga do “quinto constitucional”.

O promotor foi um dos indicados em lista tríplice formada pelo Órgão Especial do tribunal na gestão Nalini. A escolha rompeu a tradição da Corte, que elegia apenas procuradores, não aceitando a inclusão de promotores na lista sêxtupla enviada ao tribunal pelo Ministério Público.

Amaro José atua no tribunal há mais de cinco anos e ingressou no Ministério Público em 1986.
Eis o comentário que Sartori colocou no Facebook, sob o título “Promotor Desembargador”:

É nomeado para o cargo de desembargador de SP um promotor de justiça, no lugar de um procurador de justiça. O precedente é sério, porque pretere juízes com anos e anos de carreira, por quem vem de fora e do mesmo nível. Muito lutei para evitar isso. É preciso valorizar a Magistratura e o chão de fábrica. Se não cuidarmos de nosso pessoal, quem o fará?