Caso Ajufer: Conselho adia julgamento

Por Frederico Vasconcelos

Defesa de desembargador pede adiamento ao CJF. Relator será o próximo corregedor da Justiça Federal.

O Conselho da Justiça Federal (CJF) adiou o julgamento do processo administrativo para apurar a conduta do desembargador Antônio de Souza Prudente, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, nos empréstimos fictícios firmados pela Associação dos Juízes Federais da 1ª Região (Ajufer) com a Fundação Habitacional do Exército.

Prudente foi o primeiro presidente da Ajufer, e alega inocência.

O caso estava na pauta desta quinta-feira (9/4), última sessão em que o ministro Arnaldo Esteves Lima participou como corregedor-geral da Justiça Federal.

O adiamento foi pedido pelo advogado do desembargador. O ministro Esteves Lima submeteu ao colegiado a decisão de adiar ou não o julgamento. O Conselho acolheu o pedido da defesa.

A relatoria do processo ficará com o próximo corregedor, ministro Humberto Martins, que tomará posse no próximo dia 23.

Conforme a Folha revelou em abril de 2011, durante dez anos a Ajufer firmou contratos fictícios com a Fundação Habitacional do Exército, usando indevidamente o nome de 157 juízes federais que desconheciam a fraude.

Os recursos eram sacados na boca do caixa, transferidos para contas de “laranjas”. A entidade também mantinha contabilidade paralela para gastos com eventos de magistrados em resorts.

O esquema veio à tona em auditoria realizada pela Fundação do Exército, que foi  à Justiça cobrar da Ajufer uma dívida de R$ 21 milhões.