Vida partidária e vivência no tribunal

Por Frederico Vasconcelos

TOFFOLIEm entrevista ao jornalista Paulo Moreira Leite, da revista “IstoÉ“, o ministro José Antonio Dias Toffoli, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, trata de sua atuação como ministro do Supremo Tribunal Federal e das relações com Lula e o Partido dos Trabalhadores –“uma fase acabada em minha vida”, como define.

O ministro comenta como enfrentou essa circunstância no julgamento da ação penal do mensalão. “O sr. nunca sentiu-se pressionado pelo passado quando foi julgar a Ação Penal 470?” –perguntou o repórter.

Eis trechos da entrevista:
 

“O PT e Lula fazem parte de minha história. Mas desde 2009 sou um juiz e tenho atuado de maneira imparcial”.

(…)

“Ninguém pode ser juiz, ainda mais de um tribunal superior, se não for capaz de enfrentar pressões. Ser juiz é ouvir pedidos. Um advogado pede absolvição. O Ministério Público pede condenação. Isso tem de ser tratado dentro da normalidade do Estado Democrático de Direito. Muitas pessoas dizem que a imprensa pressionou o Judiciário. Eu acho que ela fez seu papel”.

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“Após muitos anos de poder, acho possível fazer uma crítica ao Partido dos Trabalhadores. A vida partidária perdeu muito da vivência orgânica junto aos movimentos populares e sindicais”.