Nancy quer corrigir juízes sem exposição

Por Frederico Vasconcelos

Nancy Andrighi na sabatina

Durante a sabatina em que foi aprovada por unanimidade pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) para o cargo de corregedora nacional de Justiça, nesta terça-feira (10), a ministra Nancy Andrighi afirmou, segundo a Agência Senado, que seu trabalho será feito “como o de um pai dentro de casa, que corrige com firmeza, mas sem expor seu filho à aviltação”.

Segundo informa o STJ, a ministra “disse que, como corregedora nacional de Justiça, seguirá os passos de seus antecessores para atuar com responsabilidade e dedicação na importante missão fiscalizadora da atuação dos juízes, dos serviços judiciais auxiliares, das serventias e dos serviços notariais”.

“Não deixarei de fazê-lo com toda a civilidade necessária, mas farei ao meu modo pessoal, com silêncio e efetividade”, afirmou a ministra, ressaltando que utilizará o diálogo e a verdade, sempre observando o “sagrado direito de defesa”.

Guardadas as devidas proporções, há algo em comum entre o propósito de Nancy Andrighi, de corrigir como “um pai dentro de casa”, sem exposição de quem está sujeito à correição, e o entendimento de seu colega do STJ, ministro Humberto Martins, corregedor-geral da Justiça Federal, que compara a atividade correcional com uma terapia.

“Para que haja essa melhora –ou a retificação de procedimentos– é necessário que haja cooperação. É caso de uma terapia, na qual o paciente é corrigido não somente pelo terapeuta; mas principalmente, por si mesmo”, afirmou Martins, em seu discurso de posse.

Segundo a Agência Senado, “o ministro do STJ Francisco Falcão, atual corregedor do CNJ, elogiou a indicada e disse que a ministra Nancy Andrighi certamente dará continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido nos últimos anos no conselho”.