Dificuldades que as juízas enfrentam

Por Frederico Vasconcelos

Pesquisa realizada pelo Conselho Nacional de Justiça revela que cerca de um terço das magistradas (29%) admite enfrentar mais dificuldades no exercício da magistratura que seus colegas homens.

De acordo com o Censo dos Magistrados, concluído pelo CNJ no final de 2013, dos cerca de 10,8 mil magistrados que responderam à pesquisa, apenas 36% são mulheres, embora representem 56% dos servidores.

Apesar de a maioria das magistradas consultadas (87%) considerar imparciais os concursos para a magistratura, uma vez superada a fase do ingresso à carreira, 14% delas relataram ter mais problemas nos processos de remoção e promoção em relação aos juízes; na Justiça Federal, o índice dobra (28%).

No exercício da função, parte das mulheres reconhece que o fato de serem do sexo feminino provocou reações negativas de jurisdicionados (25%) e de outros profissionais do Sistema de Justiça (30%).

Duas em cada três magistradas que opinaram consideram que a vida pessoal é mais afetada pela carreira que a dos colegas do sexo masculino. O percentual de juízes que têm filhos é ligeiramente maior (78%) que o das juízas (71%).

O objetivo do estudo foi identificar o perfil da magistratura brasileira. Dos 16.812 magistrados em atividade no país, 10.796 responderam ao questionário eletrônico proposto pelo CNJ, o que indica índice de resposta de 64%.