Juízes federais na linha de fogo

Por Frederico Vasconcelos

Presidente da OAB e corregedor criticam magistrados que condicionam decisões judiciais a reajustes salariais.

Marcus Vinicius Coelho e Antônio Cesar Bochenek

Do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinícius Côelho, em reportagem de Severino Motta, nesta segunda-feira (13) na Folha, ao criticar a decisão de juízes federais que, sob orientação da Ajufe, não decidem processos que pertenceriam a juízes substitutos não nomeados:

É como se um militar se negasse a acender um canhão dizendo que seu soldo é pequeno. Não se pode condicionar decisões da Justiça a reajustes salariais“.

 

Do corregedor da Justiça Federal, ministro Humberto Martins, ao comentar este tipo de paralisação:

Vou cobrar os corregedores regionais para que adotem providências quanto aos juízes. Não se pode condicionar o andamento de processos a gratificações ou auxílios.”

 

Do presidente da Ajufe, Antônio César Bochenek, ao alegar que, mesmo nos processos de acervos extras, casos urgentes são decididos:

Não somos irresponsáveis e não queremos prejudicar o cidadão, mas também não podemos trabalhar sem contraprestação.”