“Falta equilíbrio a juiz que deu voz de prisão no aeroporto”, diz magistrado

Por Frederico Vasconcelos

Juiz Marcelo Testa Baldochi foi excluído, anos atrás, dos quadros sociais da associação de juízes do Maranhão.

Do presidente da Associação dos Magistrados do Maranhão, Gervásio Protásio dos Santos, sobre o episódio em que o juiz Marcelo Testa Baldochi deu voz de prisão a três funcionários da TAM no aeroporto de Imperatriz (*):

 

Quantos consumidores não são destratados diariamente pelos funcionários das companhias aéreas? Certamente centenas, mas não se tem notícias de que o consumidor dê voz de prisão ao funcionário.

A providência que, em regra, adota, nessas circunstâncias, é o ajuizamento da competente ação civil para reparação dos eventuais danos sofridos. Assim, deve agir o cidadão, seja qual for a sua profissão.

O episódio em Imperatriz envolvendo o Juiz Marcelo Baldochi e os funcionários da TAM não ocorreu porque ele é juiz.

Tratar de forma genérica, como faz a imprensa, é desrespeitoso para com a magistratura brasileira e, em especial, com a maranhense.

O episódio ocorreu porque falta ao referido cidadão equilíbrio (equilíbrio pode faltar em médico, engenheiro, professor, enfim, não é privativo de nenhuma carreira).

Alguns episódios na sua vida pregressa demonstram esse desequilíbrio.

Aliás , ele é o único associado nos 45 anos de história da Associação dos Magistrados do Maranhão que foi excluído dos seus quadros sociais há cerca de cinco anos.

Portanto, defender a Magistratura neste episódio é defender a apuração dos fatos (destes e das demais representações pendentes) com isenção, afinal, somos uma classe composta por homens e mulheres honestos, trabalhadores e comprometidos com a árdua tarefa de distribuir Justiça!

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(*) O comentário do presidente da AMMA foi publicado por Gervásio Santos no Facebook e é reproduzido neste blog com sua autorização.