“Prefiro o contato direto com os autos”

Por Frederico Vasconcelos

 

O desembargador Nestor Duarte, da Subseção 3 de Direito Privado, atribui o acúmulo do acervo ao método de trabalho adotado, praticando pessoalmente muitos atos no processo.

Em outubro, a média do acerco da Subseção era de 1.038 processos. A lista publicada pela Folha indica que havia 2.020 processos no gabinete do desembargador.

Eis a íntegra de sua resposta:

Esse acúmulo se deve ao método de trabalho por mim adotado de praticar pessoalmente muitos atos, no processo, e, às vezes de próprio punho, quando poderia delegá-los, mas prefiro esse contato direto com os autos.

Além disso, atendo, indistintamente, os advogados das partes, mesmo sem hora marcada, para receber memoriais ou ouvir alguma reclamação, a respeito de fatos do processo que possam influir no julgamento. Isso demanda tempo, entretanto, me parece adequado, embora não atenda o anseio de celeridade.

Procuro reduzir o acervo reservando parte do tempo para os processos que oferecem mais dificuldade e sobretudo quando a matéria não é apenas de Direito, mas envolve fatos complexos, e destinando o expediente diário ao andamento das causas menos complexas ou repetitivas.