“Até que a morte nos separe”

Por Frederico Vasconcelos

Até que a morte nos separe

O título do post é o tema de exposição de arte em que a artista plástica gaúcha Graça Craidy retrata –no Dia Internacional da Mulher, neste domingo (8)– o feminicídio: assassinato de mulher por razões de gênero.(*)

Segundo registram os organizadores da mostra, o feminicídio já foi aprovado pelo Congresso Nacional para constar como homicídio qualificado no Código Penal, aumentando a pena e tirando privilégios dos agressores. A matéria agora aguarda apenas a sanção da presidente da República.

Graça Craidy expõe 18 pinturas (acrílica sobre papel) de mulheres que um dia sonharam com a felicidade no casamento, mas acabaram mortas pelos maridos ou ex-companheiros. Graça, que está selecionada para o Salão de Arte do tradicional Atelier Livre de Porto Alegre, retrata e denuncia essa situação.

“Fui movida pela indignação, pela dor da injustiça e por imensa solidariedade a todas as mulheres imoladas em nome de um machismo arcaico”, diz ela, que se baseou em fotos publicadas das cenas dos crimes para produzir suas obras.

Ainda segundo o roteiro da exposição, no Rio Grande do Sul, em 2013, a cada quatro dias uma mulher foi assassinada; em 75% dos casos, os autores tinham relação de afeto com elas; em Pernambuco, em 2006, 291 mulheres foram mortas, conforme dado publicado pelo Centro Feminista de Estudos e Assessoria. O Estado nordestino é apontado pelo Cfemea como o que mais acumula casos de feminicídio no país. Mas o problema é mundial.

A exposição será montada em um dos casarões em estilo colonial espanhol do Centro Cultural Zona Sul, em Porto Alegre, que receberá decoração alusiva ao casamento.

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(*) SERVIÇO
O quê: Exposição “Até que a morte nos separe”
Onde: Centro Cultural Zona Sul (Rua Landell de Moura, nº, 430, bairro Tristeza, Porto Alegre)
Dia e hora: domingo (8/3), das 9h30 às 18h
Entrada franca