Aposentados ativos e sem bengalas

Por Frederico Vasconcelos

Corregedora elogia desembargadores aposentados que ainda “continuam se dedicando à realização da Justiça”.

Desembargadores paulistas

Quando teve seu nome confirmado para o cargo de corregedora nacional de Justiça, em agosto de 2014, a ministra Nancy Andrighi disse que considerava “positivo que juízes aposentados continuem a trabalhar em um quadro paralelo, para colaborar na agilidade judiciária”.

O site da corregedoria registra elogios a dez desembargadores aposentados de São Paulo que, “mesmo depois de cumprir seu tempo de serviço, continuam se dedicando à realização da Justiça”.

São eles: Antônio Luiz Pires Neto, Antônio Vilenilson Vilar Feitosa, Bóris Padron Kaufman, Carlos Eduardo de Carvalho, Gilberto Passos de Freitas, Luiz Augusto San Juan França, Maurício da Costa Carvalho Vidigal, Samuel Alves de Melo Junior, Sílvio Marques Neto e Urbano Ruiz.

Esses magistrados aposentados participam do Grupo de Auxílio à Corregedoria Nacional de Justiça, que analisa voluntariamente documentos relativos a procedimentos disciplinares contra juízes e desembargadores de todos os tribunais do país, com exceção das cortes do Estado de São Paulo.

Segundo informa o CNJ, no primeiro momento o grupo analisou 4.387 páginas. Numa segunda fase, 8.831 páginas de documentos dos Tribunais de Justiça, dos Tribunais Regionais Federais e dos Tribunais Regionais Eleitorais foram divididas entre os dez participantes.

Ainda segundo a corregedoria, “essa conferência reafirmou que o trabalho das corregedorias regionais está sendo eficaz, pois de todo o material analisado apenas uma revisão disciplinar, ainda em pauta para julgamento, foi proposta”.

As reuniões com os desembargadores, coordenadas pelo desembargador Carlos Teixeira Leite Filho, acontecem no Palácio da Justiça do Tribunal de Justiça de São Paulo, que disponibiliza toda a estrutura técnica e pessoal necessária para o encontro.