Homenagens no país do futebol

Por Frederico Vasconcelos

A retirada do nome de José Maria Marin da fachada da sede da CBF, no Rio, depois de o ex-presidente da entidade ter sido preso na Suíça, lembra –no sentido inverso e em situação distinta– episódio ocorrido em São Paulo no final dos anos 80.

Quando o a Comissão de Valores Mobiliários e o Ministério Público Federal começaram a investigar o ex-presidente da Fiesp Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho, suspeito de crime contra o sistema financeiro nacional por causa de uma controvertida e milionária emissão de ações de sua empresa, a Cobrasma, o então presidente Mario Amato colocou o nome do antecessor na fachada da sede da entidade, na Avenida Paulista.

Em 1989, o então juiz federal João Carlos da Rocha Mattos arquivou a denúncia contra Vidigal e o então procurador da República Antonio Augusto César perdeu o prazo para recorrer.

Em 1999, Rocha Mattos arquivou o inquérito contra Vidigal.

Em 2003, Rocha Mattos e Antonio Augusto César reapareceriam juntos na Operação Anaconda.

O juiz perdeu o cargo; o então subprocurador-geral foi afastado em 2010.

Livre da acusação, o ex-presidente da Fiesp mantém seu nome na pirâmide, símbolo da indústria paulista.