Dilma, Britto e o andar da carruagem

Por Frederico Vasconcelos

Ayres Britto e Dilma Rousseff

Dois depoimentos relevantes sobre a crise instalada no país: a entrevista concedida por Dilma Rousseff à Folha, publicada nesta terça-feira (7), e a entrevista do ex-ministro do STF Carlos Ayres Britto, no “Roda Viva“, nesta segunda-feira (6).

“Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou. Isso aí é moleza, é luta política”, disse a presidente, em entrevista aos jornalistas Maria Cristina Frias, Valdo Cruz e Natuza Nery.

Dilma desafiou os que defendem abertamente a sua saída do cargo. “Não tem base para eu cair, e venha tentar. Se tem uma coisa que não tenho medo é disso”, afirmou, ao acusar setores da oposição de serem “um tanto golpistas”.

Tranquilo, enfrentando todas as perguntas sem prejulgamentos, Ayres Britto disse que não vê perigo de golpe quando as instituições e os tribunais atuam conforme prevê a Constituição.

A última palavra é sempre da Justiça, diz.

Questionado sobre o processo movido pelo PSDB em relação à campanha eleitoral de Dilma e o risco de rejeição das contas de 2014 no Tribunal de Contas da União, Ayres Britto respondeu: “Pelo andar da carruagem, a situação não está boa em nenhuma das duas instâncias.”