Excessos no amplo direito da Defesa

Por Frederico Vasconcelos

Jobim e Jaques Wagner
[E quem disse] que ser ministro da Defesa é saber atirar uma granada?

A pergunta foi formulada pelo diretor do jornal “Amanhã”, um periódico fictício do livro “Número Zero“, a mais recente obra do escritor italiano Umberto Eco.

A interrogação cai como uma luva diante das imagens acima, de Jaques Wagner (PT) e Nelson Jobim (PMDB), respectivamente, ministro e ex-ministro da Defesa.

Para o cidadão comum, as fotos podem sugerir algumas hipóteses:

a) ambos prestaram serviço militar e têm saudades daqueles tempos;

b) ambos não prestaram serviço militar e têm inveja da farda;

c) ambos pretendem quebrar eventuais resistências dos que usam farda;

d) ambos ensaiam manifestações de intimidade com os novos camaradas;

e) ambos paisanos procuram demonstrar que lhes é indeferente o uso do terno ou do macacão camuflado;

f) ambos querem transmitir à tropa o recado que Rodrigo Janot lançou na nova fase da Lava Jato: “adsumus“.

Ou seja, numa tradução livre do lema dos Fuzileiros Navais: “Estamos aí de prontidão para o que der e vier”.