Sindjus vai à OIT por direito de greve

Por Frederico Vasconcelos

“Judiciário, assim como a saúde e educação, é serviço essencial à população”, afirma o ministro Lewandowski.

Sindjus denuncia OIT

O Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e Ministério Público da União no Distrito Federal (Sindjus/DF) divulgou nota revelando que deverá ser encaminhada reclamação ao Comitê de Liberdade Sindical da Organização Internacional do Trabalho, em Genebra, sobre “as graves atitudes e posturas antissindicais” praticadas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski.

A entidade alega que o objetivo é “preservar o direito de greve dos servidores”, que está sendo cerceado pelas autoridades administrativas do Estado.

O Sindjus/DF cita “a ausência de legislação específica, ameaça de corte de ponto e falta de negociação coletiva e adequado debate do plano de cargos e salários com as entidades sindicais” e alega que Lewandowski “não poderia ter encaminado o PL 2648/15 sem ter aberto negociação com as entidades representativas”.

O pedido foi feito à diretora da OIT para o Brasil, Laís Wendel Abramo, no último dia 24. A representação é assinada por José Rodrigues Costa Neto, Júnior Alves e Maria Eugênia Filha, coordenadores-gerais do Sindjus/DF.

A assessoria de imprensa do STF informou que “o ministro Ricardo Lewandowski, atua para que a Justiça não pare por completo”.

“O Judiciário, assim como a saúde e a educação, é serviço essencial à população”, afirmou.

A assessoria enviou link sobre medidas tomadas pelo Conselho Nacional de Justiça para garantia da prestação judiciária durante a greve:

http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/80271-cnj-toma-providencias-para-garantir-prestacao-judiciaria-durante-greve