Justiça “auxiliadora” injusta

Por Frederico Vasconcelos

Editorial da Folha, nesta quarta-feira (15), sob o título “Estímulo indefensável” trata do novo auxílio-educação de R$ 953,47 que pode ser requerido por todos os funcionários do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro com filhos de 8 a 24 anos até o limite de três dependentes.

Com o “injustificável benefício”, segundo o texto, “sobem para sete os mimos pecuniários oferecidos aos magistrados do Rio. Já existiam auxílios para moradia (R$ 4.377), alimentação (R$ 1.825), pré-escola (R$ 953), funeral (R$ 1.800) e adoção (até R$ 3.940, válido para todos os servidores estaduais), além de um bônus de até R$ 15.235 por acumulação de cargos”.

“Tudo isso, vale dizer, complementa ordenados que variam de R$ 26,1 mil a R$ 30,5 mil”.

Segundo o editorial, “a ajuda financeira, em si questionável, é também injusta em termos sociais: ela equivale a 12 vezes o montante pago pelo Bolsa Família para cada criança mantida na escola por pais que, juntos, mal ganham 2% do salário de um magistrado”.